Projeto de smart grid da AES Eletropaulo usará WiMAX

Em seu projeto piloto de smart grid, a AES Eletropaulo irá adotar a tecnologia WiMAX para a comunicação, além de contato entre medidores inteligentes na rede por meio de radiofrequência (RF Mesh), suportados por um backbone de fibra ótica de 10 Mbps a 20 Mbps. O plano, que a empresa de distribuição de energia afirma ser o maior de smart grid do País, contará com investimento de R$ 72 milhões até 2015, quando a rede deverá entrar em operação nos municípios de Barueri, além de Vargem Grande e Caucaia do Alto, todos na região metropolitana de São Paulo, chegando a mais de 60 mil clientes.

A ideia é utilizar a conexão para, entre outras coisas, comunicar a necessidade de troca dos relés da malha elétrica, componentes analógicos que serão substituídos por modelos digitais e que permitem o religamento da rede em caso de falha. "A rede WiMAX comandará todos os religadores, e cada medidor usará o RF Mesh", explicou o vice-presidente de operações da AES Eletropaulo, Sidney Simonaggio, em apresentação do projeto na capital paulista nesta segunda, 26.

Segundo o cronograma da AES Eletropaulo, a rede WiMAX será implementada ainda este ano, quando será inaugurada ainda a central de operação integrada com o centro de medição. Em 2014, a rede será integrada com a comunicação last mile dos medidores. No ano seguinte, a finalização da rede permitirá o início das operações.

Simonaggio detalha que o sistema está implementando softwares como Distribution Management System (DMS), Outage Management System (OMS) e Mobile Workforce Management (MWM) para, em conjunto, analisar informações, processá-las e realizar atendimento. A ideia também é que a comunicação permita o self-healing da rede, ou seja, a automação de mecanismos que dá à malha elétrica a possibilidade de se autocorrigir em caso de falha.

"Com a rede de telecomunicações, tudo mais vai poder pegar carona, como redes de água e gás", afirma Simonaggio. "Tudo isso online, telemedido e telecomandado". O projeto terá abrangência total e englobará, além da indústria, o comércio e residências nas regiões atendidas, incluindo áreas de baixa renda.

Enterramento

Um dos pontos abordados no encontro foi a questão urbanística de enterrar cabos de energia (e, junto, de telecomunicações), mas o prospecto não parece otimista para a cidade. "Enterrar cabos é muito caro, a conta de energia elétrica não é capaz de custear sozinha", afirmou Sidney Simonaggio. "Já fizemos vários estudos com diferentes fabricantes de equipamentos e mais de um incorporador, e (a conclusão é de que) não para em pé", declara.

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