Nokia tem queda nas receitas no semestre, mas espera melhorar resultado com 5G

Conforme a própria fornecedora finlandesa esperava, a Nokia registrou quedas na primeira metade deste ano, de acordo com o balanço financeiro da empresa divulgado nesta quinta, 26. Agora, a companhia espera poder compensar com um desempenho positivo no segundo semestre, sobretudo com a demanda para 5G crescendo.

A receita da Nokia atingiu 5,313 bilhões de euros no trimestre, uma redução de 5%. No semestre, a redução foi de 7%, total de 10,237 bilhões de euros. A área de redes é a que tem maior participação nas vendas, acumulando nos três meses um total de 4,693 bilhões de euros, redução de 6%; e 9,018 bilhões de euros nos seis meses, decréscimo de 9%.

Com isso, a Nokia registrou prejuízo operacional de 221 milhões de euros entre abril e junho, quase cinco vezes mais do que o prejuízo do segundo trimestre de 2017. Durante a primeira metade de 2018, o prejuízo foi de 557 milhões de euros, 222% acima do mesmo período no ano anterior. A área de redes chegou a registrar lucro: de 69 milhões de euros no trimestre (queda de 83%) e de 112 milhões de euros no semestre (redução de 85%), enquanto a Nokia Technologies mostrou avanço de 27% e 63%, lucro de 292 milhões de euros e 565 milhões de euros no trimestre e semestre, respectivamente.

O prejuízo atribuível aos acionistas foi de 267 milhões de euros, redução de 37% em relação ao  ano passado. No semestre, foi de 618 milhões de euros, 31% menor do que o registrado na primeira metade de 2017.

Em comunicado, o presidente e CEO da Nokia, Rajeev Suri, afirmou que os resultados foram  "consistentes com a expectativa de que a primeira metade do ano seria fraca, mas seguida de um segundo semestre robusto". Ele acredita que a companhia conseguirá entregar resultados em 2018 em linha com o guidance.

Suri também pensa que a tecnologia 5G será fundamental para a Nokia. Ele alega que a empresa está "bem posicionada" para a chegada da quinta geração, ressaltando contratos em mercados-chave como Estados Unidos e China. Para o executivo, o último trimestre é particularmente forte para a empresa e deverá ter aceleração das implantações de 5G.

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