Quase um ano após cautelar, empresas ainda não atingem meta estipulada pela Anatel

Quase um ano após a cautelar que suspendeu a habilitação de novos clientes da TIM, Oi e Claro e obrigou todas as operadoras a apresentarem um plano de recuperação, as empresas ainda não conseguem a taxa mínima de sucesso nas tentativas de conexão à Internet estipuladas pela Anatel.

A agência divulgou nesta sexta, 26, o terceiro relatório de acompanhamento relativo a fevereiro, março e abril de 2013 – portanto, três meses antes de completar um ano da suspensão que ocorreu em julho do ano passado. Dos quatro indicadores de desempenho da rede avaliados pela agência, o único em que as empresas juntas não cumpriam em agosto de 2012 – taxa de acesso à rede dados – elas continuaram não cumprindo em abril de 2013.

A meta da Anatel para este indicador é de 98% das tentativas de acesso à rede de dados bem sucedidas. As empresas em conjunto, entretanto, chegaram a 96,71% em abril de 2013. Em agosto do ano passado, mês seguinte a cautelar, este indicador estava em 97,33%, ou seja, até um pouco melhor do que estava em abril. Individualmente, a Claro é a única empresa que atingiu a meta não só em abril, mas também em março, chegando a 98,9%.

A leitura do presidente da Anatel, João Rezende, entretanto é positiva. "Estamos observando estabilidade para melhor. Há um processo de melhoria da qualidade, em que pese haver reclamações em outros quesitos, não especificamente de qualidade", afirma. Para o conselheiro Rodrigo Zerbone, se o investimento das empresas ainda não foi suficiente para melhorar o indicador que estava e ainda está abaixo da meta, ao menos foi possível reverter a tendência de piora na qualidade, que a agência observava um ano atrás. "A gente sabe que o investimento em rede tem um tempo de maturação e há os problemas estruturais como a dificuldade de instalar antenas. A gente teve uma estabilização e agora esperamos uma inversão", afirma ele.

Neste terceiro relatório, a Anatel abriu os indicadores por tipo de rede, 2G e 3G. Interessante notar que na rede 3G as empresas estão dentro dos 98% estipulados pela agência. Já no 2G, apenas a Claro conseguiu alcançar a meta. "A contribuição para o atendimento do parâmetro, está na rede 2G para acesso a dados", constata o superintendente de obrigações Roberto Pinto Martins.

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