Anatel aprova qualidade da banda larga fixa, mas Oi passa por pouco

A Anatel divulgou nesta sexta, 26, os resultados das medições da banda larga fixa realizadas nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo no mês de junho. Na avaliação da agência, as prestadoras de serviço de comunicação multimídia (SCM) alcançaram as metas em termos de velocidade instantânea e velocidade média. No entanto, foi possível observar a recorrência de índices muito próximos dos limites estipulados – em especial da Oi, que obteve os piores resultados nas três regiões onde atua (a companhia não possui concessão para banda larga fixa em São Paulo).

O índice de velocidade instantânea mínimo é de que 95% das medições atinjam 20% da velocidade contratada. Segundo as medições, todas as empresas cumpriram a meta, com destaque para a GVT em Minas Gerais, que atingiu 100%; Net no Paraná, também com 100%; GVT no Rio de Janeiro, com 99,29%; e CTBC e Net em São Paulo, onde chegaram a 99,84%. Os piores índices ficaram para a Oi, que registrou 96,08% no mercado mineiro, 96,09% no paranaense e 96,47% no fluminense. Nas medições paulistas, a companhia que teve pior índice foi a GVT, com 99,34%.

Já no indicador de velocidade média, as operadoras precisam atingir no mínimo 60% da velocidade contratada durante o mês. Novamente, segundo a Anatel, todas as empresas conseguiram atingir a média. No entanto, algumas empresas chegaram a entregar mais do que o contratado: GVT em MG (100,33%) e Net no PR (102,46%) e em SP (101,58%). No Rio de Janeiro, nenhuma companhia conseguiu o mesmo feito. Novamente, a Oi registrou o pior índice em três regiões: Minas Gerais, com 83,55%; Paraná com 83,55%; e Rio de Janeiro com 77,24%. Em São Paulo, a Ajato (serviço de banda larga da TVA, agora pertencente à Telefônica) teve o índice mais baixo: 84,14%.

A Anatel verificou também a velocidade média dos mercados pesquisados, dividindo em duas categorias: planos de até 2 Mbps e de acima de 2 Mbps. Em Minas Gerais, a velocidade média da CTBC em planos acima de 2 Mbps foi de 6,7 Mbps; da GVT foi de 12,5 Mbps; da Net, 11,4 Mbps; e da Oi, 6,4 Mbps. No Paraná, a média foi maior: GVT com 14,2 Mbps; Net com 11,6 Mbps; Oi com 6,4 Mbps e Sercomtel com 5,8 Mbps. No Rio de Janeiro houve a maior ocorrência de velocidade média em planos acima de 2 Mbps com a GVT, que registrou 20,4 Mbps, seguida por Net com 11,7 Mbps e Oi com 7 Mbps. No mercado paulista, a maior média foi da Ajato, com 18,9 Mbps; seguida de GVT com 17,1 Mbps; Net com 11 Mbps; Vivo com 8,5 Mbps; e CTBC com 4,9 Mbps.

Os testes consideram a velocidade de upload, download, latência, variação de latência (jitter) e perda de pacotes. As medições foram feitas com voluntários do programa Brasil Banda Larga, escolhidos por sorteio. Os dados foram coletados pelos medidores (os whiteboxes). Importante lembrar que a experiência do usuário também depende da infraestrutura dos provedores de conteúdo, como distância dos servidores, redes de entrega de conteúdo (CDN) e contratos de peering com provedores.

Próximos passos

Segundo o cronograma da agência, a partir de agosto, as próximas medições terão os demais indicadores de rede (latência, jitter, perda de pacotes e disponibilidade), além dos resultados de operadoras no Rio Grande do Norte. A próxima etapa é a de instalar medidores nos estados da BA, SE, AL, ES, SC e RS, além do Distrito Federal, com a divulgação de resultados a partir de outubro. Em seguida, até o dia 31 de outubro, os demais estados da Federação terão a instalação dos medidores, com a divulgação de resultados a partir de dezembro.

Já em operação no Rio de Janeiro, o programa da Anatel promete iniciar as medições da qualidade da banda larga móvel até o final de outubro em todo o País. A agência não utilizará voluntários e avaliará apenas a taxa de velocidade média e de velocidade instantânea. A partir de agosto, serão divulgados os resultados medidos em MG, PR, RJ e SP, com os demais estados seguindo o cronograma das medições da banda larga fixa.

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