Controladora da Nextel sai da recuperação judicial

Uma semana depois de ter o plano de reorganização financeira aprovado pelo Tribunal de Falências de Nova York, a Nii Holdings, controladora da Nextel Brasil, anunciou a saída oficial do estado de recuperação judicial (Chapter 11) nesta sexta-feira, 26. A companhia norte-americana afirma ter atendido todas as condições para efetivar o plano, ficando livre da concordata.

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O próximo passo agora é focar no Brasil, onde a companhia vê uma "promessa de oportunidade de crescimento em longo prazo, enquanto permanece focada em reduzir gastos e manter uma estrutura de custos enxuta", conforme disse em comunicado, o CEO da Nii, Steve Shindler. Apesar desse compromisso, o plano de reorganização terá sete diretores para conduzi-lo, mas apenas um brasileiro: Ricardo Knoepfelmacher, ex-OGX (de Eike Batista) e ex-Brasil Telecom (BrT, hoje Oi), que assume como parceiro de gerenciamento pela RK Partners no board de diretores. Além de Knoepfelmacher e de Shindler, essa equipe contará com Kevin Beebe, James Continenza, Howard Hoffmann e Christopher Rogers. A vaga restante deverá ser preenchida "nas próximas semanas".

Para o CEO da Nii, é um dia importante para os credores, funcionários e clientes. "Trabalhar pelo processo de reorganização tem sido desafiador para todos os stakeholders, mas nós emergimos com uma organização mais fluida e focada com um forte balanço patrimonial e posição de liquidez saudável", disse.

O plano de reorganização prevê a emissão de 100 milhões de novas ações comuns da Nii e a distribuição de US$ 745 milhões em dinheiro aos detentores das sênior notes emitidas pelas subsidiárias Nii Capital Corp e Nii International Telecom. Os novos papéis foram submetidos à negociação na bolsa eletrônica da Nasdaq, tendo efetividade para transações "nas próximas semanas". A controladora da Nextel Brasil deverá ainda voltar a realizar teleconferência com analistas de mercado em agosto para apresentar o balanço financeiro referente ao segundo trimestre – desde que entrou com o pedido de recuperação judicial, a empresa não realizou mais tais eventos.

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