Anatel investirá R$ 100 milhões em sistemas de TI

Para melhorar a fiscalização e modernizar as redes e sistemas para os grandes eventos esportivos, a Anatel deverá investir cerca de R$ 100 milhões em Tecnologia da Informação. A ideia, segundo o conselheiro da agência Marcelo Bechara, é ter um acompanhamento mais próximo e monitorado das redes de sistemas para os eventos esportivos no País. "O sistema de telecomunicações precisa estar saudável", disse ele durante o Seminário de Tablets & Smartphones 2012 em São Paulo nesta terça-feira, 26.

Para Bechara, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas são o grande foco dessa fiscalização de infraestrutura, mas, uma vez terminados, "vão deixar um legado". "O nosso cronograma está pautado pelos eventos, mas não é só isso, temos outras responsabilidades, inclusive a fiscalização", disse. "A gente não reclama por dinheiro, não é nosso papel. Fazemos com o que temos. Com cobertura ou não, vamos fazer da melhor forma possível". 

Grande parte desse monitoramento dará conta de uma rede LTE que, ele acredita, já esteja devidamente instalada no País. "Espero que a tecnologia 4G seja atraente para se consolidar o mais rápido possível, mas vamos puxar mais o 3G", afirmou. Na visão do conselheiro da Anatel, o leilão efetuado há algumas semanas em Brasília não tratou apenas de radiofrequências, mas também de impor obrigações às operadoras, principalmente no que tange à faixa de 450 MHz destinada à área rural.

Operadoras

A diretora de Serviços de Valor Agregado da Claro, Fiamma Zarife, ainda acredita no potencial do 3G. "As operadoras estão oferecendo alternativas mais baratas de pacotes de dados e a própria multiplicação de devices impulsiona a tecnologia", afirmou. Mas a operadora também está de olho na LTE. "Essa evolução não para e acho que teremos um salto quântico com o 4G". Isso pode acabar por incentivar a utilização também de maior conectividade em outras áreas. Ela enxerga potencial na tecnologia para ser utilizada também para a educação, estimulando o processo de ensino com instituições utilizando a banda de 450 MHz, por exemplo, em localidades remotas.

"O desafio que vemos passar agora com o 4G, tomamos com o 3G de maneira muito forte", afirmou Hilton Mendes, diretor de Desenvolvimento de Terminais da Vivo. "Estamos no meio de uma evolução não só tecnológica, mas de hábitos. Não faz sentido ter um smartphone ou tablet sem estar conectado. O brasileiro gosta dessas mudanças, é aberto a isso", teorizou o executivo.

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