Telefónica ameaça oferta hostil pela PT

O órgão de regulação do mercado de ações português, a CMVM, pediu esclarecimentos à Telefónica sobre a possibilidade de a companhia partir para uma oferta hostil para a compra da participação da Portugal Telecom na Vivo.
Em entrevista à Financial Times, na última terça-feira, 25, o CFO da Telefónica, Santiago Fernandez Valbuena, mencionou que, diante da recusa da oferta de 5,7 bilhões de euros pela parte da PT, uma oferta hostil não estaria descartada. "Uma OPA hostil pode sempre ser retomada. Nunca dissemos que nunca lançaríamos uma oferta hostil", afirmou ele ao Financial Times. A CMVM quer que a Telefónica explique essas declarações e as circunstâncias em que admite lançar essa oferta.
As declarações polêmicas de Fernandez Valbuena ao noticiário ingles não pararam por aí. Se a oferta não for bem-sucedida, o executivo levantou a hipótese da Telefónica bloquear o acesso da PT aos dividendos da Vivo. "Não há obrigação de agirmos favoravelmente em relação aos dividendos da Brasilcel. O dinheiro pode ficar na Brasilcel indefinidamente", disse o CFO da Telefónica. De acordo com o Financial Times, a Brasilcel tem em caixa 111 milhões de euros para cada sócio para ser pago a título de dividendos, relativos à performance da Vivo de 2009.

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Chantagem
A Portugal Telecom, por sua vez, também foi dura na resposta às declartações do dirigente da Telefónica. O presidente da tele portuguesa, Zeinal Bava, em entrevista ao mesmo Financial Times, classificou como "chantagem inaceitável" a ameaça da Telefónica de bloquear os dividendos da Vivo à PT. Zeinal Bava, afirmou que entende que a decisão de recusar uma oferta da Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela participação da PT na Vivo "não agrade ao CFO da Telefónica" e acrescentou que "a tentativa de chantagem sobre a distribuição de dividendos da Vivo não nos intimida e é inaceitável".
Demissão
Bava também disse que, "por uma questão de coerência", o CFO da Telefónica, Santiago Fernandez Valbuena, deveria demitir-se do conselho de adminbistração da PT. A Telefónica é a maior acionista individual da PT com uma participação de 10%.
Neste momento os executivos da duas companhias estão em road show para convencerem os acionistas das suas propostas. Fernandez Valbuena da Telefónica disse estar confiante que conseguirá convencer os acionistas da PT a convocarem uma assembléia extraordinária para votarem a proposta.
TIM Brasil
O executivo da Telefónica descartou qualquer possibilidade de tentar o controle da TIM Brasil. Ele disse que a Telefónica não "seria louca" de tentar comprar uma participação maior na Telecom Italia

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