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Carlos Baigorri quer Anatel mais aberta e conectada com sociedade

No encerramento do seminário que discutiu os desafios para a implementação da conectividade significativa no Brasil, promovido pela Anatel e BID, que aconteceu nesta quarta-feira, 26, Carlos Baigorri, presidente da Anatel, defendeu que a agência reguladora deve agora focar no cidadão. E, por isso, deve estar mais aberta para ouvir das demandas da sociedade, deixando de ser um regulador apenas na infraestrutura.

“Queremos colocar o cidadão no centro do debate. Queremos que ele saiba fazer um bom uso dos serviços de telecomunicações. Acho que este debate [do seminário] aponta para como a Anatel deve ser mais aberta para as demandas sociais”, disse Baigorri.

O presidente da Anatel também reconheceu que a agência sempre teve um viés técnico, mas que o contexto atual e futuro exige outra forma de atuar na área de conectividade. “Sempre fomos um órgão hermético. Agora, debatendo um tema como esse, notamos que precisamos nos abrir para dialogar com temas mais amplos da sociedade. Tenho conversado com nosso Conselho Consultivo para refletir sobre como podemos empoderá-lo”, afirmou.

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Baigorri defendeu, mais uma vez, que o foco daqui pra frente não é mais apenas levar a infraestrutura, e sim implementar a conectividade significativa. “Estamos com este seminário em um momento de inflexão da nossa instituição. E também esperamos que este seja o primeiro passo de uma grande parceria com o BID”, disse.

Conselheiro Artur Coimbra, da Anatel. Foto: Reprodução/Anatel

“O maior desafio é a transição da Anatel da telefonia fixa para a Anatel das aplicações e conteúdos“, afirmou o conselheiro Artur Coimbra, em um painel anterior ao discurso final de Baigorri. “Para isso, temos que encerrar a telefonia fixa e pavimentar o caminho para a agência ter um papel relevante nessas novas camadas que detêm valor”, completou.

O representante do BID, Morgan Doyle, acredita que o tema proposto no evento representa a maneira de como é possível construir uma visão e um Brasil mais avançado, com disponibilidade de uma conexão significativa para todos. “Além da questão da infraestrutura, vamos sim avançar com a questão da inclusão digital e para o desenvolvimento das habilidades das pessoas no letramento digital. Podemos construir políticas públicas com um olhar direcionado para as pessoas”, finalizou. (Colaborou Bruno do Amaral)

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