Huawei já instalou mais de 1 mil sites LTE no Brasil

Com a proximidade para a data limite estabelecida pela Anatel no edital do 4G para o início da operação comercial do LTE nas cidades-sede da Copa das Confederações (dia 30 de abril), as teles começam a revelar suas estratégias. A Claro, que na semana anterior havia anunciado a 11ª cidade com seu 4GMax, anunciou na última quinta sua entrada em São Paulo, mesmo dia em que conhecemos os planos da Oi para o LTE. A Vivo fará seu anúncio oficial no próprio dia 30, e o que se espera é que a TIM, mesmo tendo se mantida em silêncio até o momento sobre sua estratégia para o 4G, esteja com tudo pronto para o início da sua operação LTE nas seis cidades da Copa: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Recife e Brasília.

A Huawei tem participado ativamente da implantação dessas infraestruturas para LTE das operadoras Claro, TIM e Vivo e, de acordo com o gerente de redes de operadoras da empresa, Sergio Battaglia, a fornecedora chinesa já implantou mais de mil sites 4G em todo o Brasil.

"É um desafio grande, porque estamos instalando para vários clientes simultaneamente e temos sistemas em todas as cidades-sede da Copa das Confederações", comenta Battaglia. Segundo ele, a estimativa da Huawei é fechar o ano com mais de 2 mil sites 4G instalados no País. "No final do ano teremos um outro marco, quando vence o prazo dado pela Anatel para instalação do 4G nas cidades da Copa do Mundo, e teremos também operadoras entrando em mercados-chave mesmo sem ter obrigação", explica. Um exemplo é a Vivo, que irá lançar já no próximo dia 30 sua rede LTE também em São Paulo, apesar da cidade não estar incluída como sede na Copa das Confederações.

Convivência com o 3G

Uma das principais características dos equipamentos LTE oferecidos pela Huawei é que as redes de acesso de rádio (RAN, na sigla em inglês) combinam em um único equipamento as tecnologias 2G, 3G e 4G, chamada Single RAN.

"A gente percebe que as operadoras seguem investindo em 3G, que ainda tem muito espaço para crescimento no País com a tecnologia HSPA+. É claro que eventualmente pode precisar de placas ou atualizar o software, é um trabalho que precisa ser feito em cada um dos sites, mas mesmo quando uma operadora compra 3G, já fornecemos o Single RAN, o que facilita a evolução das redes das operadoras", detalha Battaglia.

Para ele, a convivência entre 3G e 4G é necessária. "A implantação de uma rede nova toma tempo, não sai da noite para o dia, e é preciso continuar oferecendo serviço para os clientes de forma transparente". Além do mais, por ser uma rede de núcleo único, IP, as operadoras brasileiras estão optando para a transmissão prioritariamente de dados sobre o LTE, e as chamadas de voz dos smartphones 4G necessitam fazer o chamado fallback para as redes 3G.

Terminais

Além de também fornecer modems 4G para as operadoras brasileiras, a Huawei já deu início também a negociações com as teles para trazer ao País seus smartphones 4G. "Estamos em negociação e já temos smartphones 4G disponíveis inclusive para a frequência brasileira de 2,5 GHz", revela.

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