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Transição para IPv6 se aproxima dos 50% no Brasil, mas pode exigir metas

A taxa de adesão brasileira ao IPv6 – a versão mais recente do Protocolo de Internet (IP) – já é de 48%, em avanço diante dos 43% apontados no País há cerca de um ano. Ainda assim, ainda há muito trabalho a ser feito na migração, sobretudo ao lado de provedores de conteúdo.

O assunto foi objeto de um relatório técnico (veja aqui a íntegra) apresentado pela Huawei nesta terça-feira, 26, durante a edição de 2024 do Mobile World Congress (MWC), realizado em Barcelona. O trabalho contou com apoio da Anatel, da instituição de ensino Inatel e da Softex, a agência brasileira para promoção de software.

“A Anatel criou há alguns anos uma obrigação de certificação para as operadoras e praticamente todas as redes de telecomunicações [das grandes empresas] estão preparadas para o IPv6, mas grande parte dos conteúdos ainda está em IPv4 e precisamos movimentar essa função, que garante mais segurança e qualidade na Internet brasileira”, apontou o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, na ocasião.

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A fim de encorajar o mercado, foram sugeridas pelo grupo de entidades metas de desenvolvimento da transição para 2025, 2027 e 2030 (veja quadro abaixo). Além disso, medidas como construir uma plataforma de monitoramento também são cogitadas. Hoje, a Anatel não certifica mais equipamentos que operam apenas em IPv4, contando com mais de 2,4 mil produtos já em compliance com o IPv6.

Diretor de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Huawei, Carlos Lauria apontou risco que uma migração lenta poderia gerar sobre tecnologias emergentes como a quinta geração de redes.

“Apesar dos esforços do ecossistema de telecomunicações como um todo, ainda percebemos uma demora, principalmente entre os provedores de conteúdo, em adotar o novo padrão. Isso pode gerar atrasos na implantação de serviços que têm como base as tecnologias 5G”, afirmou o executivo da fornecedora de equipamentos.

Com a taxa de adesão do tráfego IPv6 próxima do 50%, o Brasil ocupa o 3º lugar em adoção do novo protocolo na América Latina, atrás do Uruguai e do México – mas apenas o 22º no mundo, de acordo com o documento técnico. “O IPv4 está esgotado, além de ser uma tecnologia defasada para as necessidades atuais”, relembrou Vinicius Caram, superintendente da Anatel.

“Por isso, buscamos políticas que aumentem a adoção do novo padrão, principalmente entre os pequenos provedores de Internet”, destacou ele, mencionando outro elo da cadeia digital onde a adoção do IPv6 motiva atenção do regulador.

(O jornalista viajou para Barcelona a convite da Huawei)

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