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Pallete, da Telefónica: não podemos simplificar o fair share a uma cobrança de taxa

José María Álvarez-Pallete, CEO global da Telefônica, no Fórum Econômico de Davos - Foto: Divulgação

Em rápida conversa com jornalistas durante o jantar de celebração de 100 anos da Telefónica, o chairman e CEO da operadora, José Maria Alvarez-Pallete confirmou, ao ser questionado por este noticiário, a mudança de tom adotada pela empresa (e, por tabela, pela GSMA, da qual Pallete também é chairman)  em relação ao tema do fair share.

“Paramos de usar a expressão porque ela dava a impressão que buscávamos apenas uma remuneração pelo uso da rede, e o problema não é esse. As redes de telecomunicações são recursos escassos, que recebem investimentos e precisam ser utilizadas com responsabilidade. Por isso preferimos falar em uso responsável e sustentável das redes. [As empresas de Internet] precisam levar em consideração esse aspecto, de que a rede não é ilimitada, como qualquer outro recurso escasso”, disse a TELETIME.

A nova a abordagem da Telefónica e das teles de uma maneira geral dentro do embate com as empresas de Internet é uma disputa mais ampla, não apenas para que as big techs entrem no rateio dos custos de infraestrutura, mas que assumam as mesmas responsabilidades das empresas de telecomunicações com relação aos gastos energéticos, uso de recursos, atendimento a políticas públicas e compromissos de cobertura e abrangência.

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Esse novo posicionamento do setor de telecomunicações em relação às empresas de Internet foi o tônica do primeiro dia do MWC 2024, e parte de uma estratégia de que a disputa não é apenas uma questão comercial, de quem consegue vender mais e ter as melhores margens. O pleito das teles é que, assim como a conectividade é essencial e é encarada como fator relevante nas políticas públicas e modelos regulatórios, também os serviços prestados pelos provedores de Internet sejam objeto de atuação regulatória.

Durante o seu keynote no MWC 2024 Alvarez-Pallete havia dito que era preciso romper com velhos modelos regulatórios para construir novos, sem entrar em detalhes sobre os limites e abordagens.

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