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Operadora não pode ser coadjuvante em parceria por edge computing, afirma BCG

Fundamental na arquitetura de redes 5G standalone, a infraestrutura de edge computing para serviços de quinta geração será construída sobretudo a partir de parcerias com provedores de nuvem. O cenário, contudo, pode gerar riscos estratégicos para as operadoras de telecom. A conclusão é de levantamento realizado pelo Boston Consulting Group (BCG) ao lado de mais de uma dezena de empresas do setor.

Menores e descentralizados, data centers nas “bordas” da rede serão fundamentais para entregar níveis de latência necessários em usos 5G mais sofisticados. O BCG estima que na fase avançada do padrão, até 75% do processamento computacional das redes de dados ocorrerá na camada de edge.

A consultoria nota que a corrida pela monetização do mercado já está em curso. “Uma das opções mais atraentes [para operadoras] é a parceria com um hyperscaler, como Amazon Web Services (AWS), Microsoft ou Google, que tem tamanho e infraestrutura existentes para fazer o edge funcionar. Mas esses gigantes da tecnologia também podem acabar se tornando rivais“, alertou o BCG.

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Entre os demais potenciais entrantes identificados estariam empresas de diferentes ramos como Red Hat (subsidiária da IBM), Oracle, VMware, Equinix e mesmo startups como a MobiledgeX. Ainda assim, as operadoras estariam bem posicionadas para sair na frente na corrida pelo mercado e por alianças estratégicas.

Construtora

Para o BCG, o perfil das parcerias definirá o sucesso da estratégia de edge das empresas de telecom. Segundo a consultoria, o papel menos estratégico que o setor poderia ocupar é o de simples “enabler” de conectividade. Neste caso, a operadora atuaria como uma espécie de broker de serviços de um parceiro.

Outra opção seria o papel de integrador, com a tele reunindo serviços de diversos provedores diferentes e gerando valor agregado através de serviços e plataformas. Já a alternativa potencialmente mais lucrativa (e por consequência, mais arriscada) é a da operadora que também atuaria como “construtora” de uma infraestrutura de edge própria.

O BCG também sugeriu que a oferta de soluções de borda fim a fim para verticais será uma aposta adotada sobretudo por operadoras de mercados de grandes dimensões, como os EUA. O cenário, contudo, também pode valer para o Brasil.

“O desafio para as teles que desejam construir plataformas será desenvolver uma vantagem estratégica que lhes permita usar a borda para participar das atividades da Indústria 4.0 em nível local, enquanto também ganham participação de mercado por meio de acordos white label e acordos de revenda”, resumiu o relatório do BCG – que foi elaborado em parceria com a Microsoft.

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