Massificação e expansão da mobilidade aos "sem celular" é foco de debates

A edição deste ano de 2013 do Mobile World Congress, em Barcelona, está dando especial  destaque para a discussão da realidade dos países emergentes em termos de expansão e massificação dos serviços de telecomunicações móveis. Seja em função do barulho gerado pelas operadoras com o lançamento do Firefox OS, cujo foco é o universo de pessoas ainda não servidas por smartphones, seja pela estratégia da Nokia de praticamente reservar seus lançamentos no segmento de baixa gama ou pela forte presença de operadoras de países emergentes nas palestras, o fato é que nunca, nos últimos anos, o MWC discutiu tanto o universo de pessoas ainda a serem conectadas.

Um painel focado justamente nessas questões mostrou que alguns desafios são similares àqueles enfrentados em países desenvolvidos: necessidades crescentes de investimentos, clamor por um ambiente regulatório mais flexível, pressão sobre as margens das operadoras e necessidade de novos modelos de serviço para o consumidor final.
De outro lado, existem algumas especificidades dos mercados emergentes que exigem uma atenção especial: necessidade de disseminar a cultura tecnológica junto a uma população sem familiaridade, demanda por conteúdos e aplicativos específicos.

Na leitura de Nasser Marafih, CEO da Qtel (operadora do Oriente Médio que acaba de mudar sua marca para ooredoo e que opera em países africanos e asiáticos), o segredo para atingir a população ainda excluída dos serviços móveis é um esforço conjunto de governos, operadoras, fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de conteúdos. "É preciso uma forte colaboração, pois as necessidades são muito diferentes".

Na mesma linha, Manoj Kohli, CEO Bharti Airtel (operadora indiana também com forte presença na África e Ásia), enumerou as tarefas necessárias: "por parte das operadoras, é preciso acertar os preços para patamares razoáveis e treinar nossos times a saberem instruir o usuário. Do ponto de vista do governo, precisamos de espectro para 3G e 4G harmonizado, direitos de passagem para fibras, menos impostos e energia barata. E empresas de devices, precisamos de smartphones de US$ 30 dólares e dongles de US$10, além de uma forte atuação de combate à pirataria e falsificação de handsets", disse.

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