Schymura: compra da Embratel por concessionárias é impossível

A compra da Embratel pelas concessionárias locais de telefonia fixa é algo impossível, pelo menos segundo as regras atuais. Foi o que afirmou o presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, nesta segunda, 25, em São Paulo, durante o seminário "As comunicações no governo Lula". De acordo com Schymura, até agora nenhuma consulta foi encaminhada à agência neste sentido. Mas a posição será contrária a qualquer pedido deste tipo, em primeiro lugar por conta das regras do PGO, que proíbem mudanças no controle acionário das concessionárias de telefonia fixa até o final de julho de 2003. Depois disso, Schymura não arrisca qualquer palpite, dizendo que tudo pode mudar.
A fusão entre concessionárias também é vedada pela Lei Geral de Telecomunicações, cujo modelo estabelece a existência de quatro incumbents de telefonia fixa. As conversas para uma eventual compra da concessionária de longa distância, no entanto, foram admitidas semana passada pelo presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira. A operadora espanhola participa de gestões ao lado da Telemar, Brasil Telecom e do fundo Bassini, Playfair e Wright para uma possível absorção da Embratel.

Eliminação da concorrência

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"Como funcionária da Embratel, fiquei muito feliz com as especulações sobre a compra da empresa", brincou a vice-presidente de assuntos externos da operadora, Purificación Carpinteyro, referindo-se à alta das ações da carrier na bolsa por conta da notícia sobre as negociações. Para a executiva, o interesse das incumbents locais pela compra da Embratel visa não apenas sua forte penetração no mercado corporativo (a empresa detém 50% deste mercado, diz ela), como também a eliminação da única concorrente viável atualmente.
Ela lembra, porém, que uma negociação deste porte seria vedada tanto pela LGT quanto pelo Cade. "Há compradores. Temos de ver se há vendedor", concluiu.

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