Internet de todas as coisas muda conceito de cobertura de rede

A chamada "Internet de todas as coisas" promete muitas aplicações diferentes para o futuro e está mudando o conceito de cobertura de rede. Até pouco tempo atrás, as pessoas se preocupavam se as ligações poderiam ser completadas sem interrupções, mas hoje elas querem que seus aplicativos, de redes sociais por exemplo, funcionem em qualquer lugar e a qualquer momento. A ideia de “cobertura por aplicação” foi apresentada por Clayton Cruz, diretor de banda larga móvel da Ericsson para América Latina, durante painel sobre Internet das coisas no Forum Mobile+, nesta quarta-feira, 25.

“O que era mais importante antes para o usuário era o preço, mas agora o ponto essencial é a performance das redes”, disse Cruz. “A Internet de todas as coisas não vai funcionar se não tiver infraestrutura de rede, e isso é um desafio para os vendors e para as operadoras”, completou.

Para Daniel Fuchs, diretor de inovação da Datora, muitas aplicações já são possíveis de serem realizadas com a conexão 2G. “A maioria das aplicações em machine-to-machine (M2M) são satisfatórias no 2G, gastam poucos dados, como o medidor inteligente de eletricidade”, disse.

No mesmo painel, a Cisco citou diversos usos para a Internet das coisas, em áreas como agricultura, saúde, varejo, transporte, casas, entre outras. “Na agricultura inteligente, é possível monitorar a temperatura, umidificação do solo, toda a trajetória da verdura. O consumidor saberia todo o histórico de qualidade do alimento no momento da compra”, disse Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco do Brasil. “M2M não pode ser visto só como conexão de máquinas, mas de seres humanos e animais, de tudo”, completou Daniel Fuchs.

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