Datora passa a ser Vodafone Brasil a partir deste mês

Alheia aos rumores de possível interesse na TIM no Brasil, a Vodafone concentra esforços no Brasil em sua recente parceria com a Datora. Segundo o CEO da empresa brasileira, Wilson Otero, a companhia está fincando de vez os pés no País por meio de uma iniciativa de MVNO. "A partir deste mês, ela (a Datora Mobile) passa a ser Vodafone Brasil", disse ele. As negociações com a companhia britânica levaram cerca de um ano, mas foram cuidadosas. "Fizeram todas as due diligences possíveis", explica. "Não tenho dúvida de que a Vodafone com sua marca por trás terá uma visibilidade sensacional."

A intenção é se concentrar no mercado de comunicação máquina-a-máquina (M2M), mas a empresa já encontra dificuldades como preço alto de interconexão, qualidade da rede e taxas. "Fistel para M2M no Brasil é a morte, toda a margem de operação do primeiro ano fica no Fistel. O pessoal da Vodafone não entendeu como isso era possível", reclama.

Ele diz que, por ser uma empresa de cunho familiar, a Datora acaba sofrendo com dificuldades de não poder ser socorrida por matriz internacional. Ainda assim, tem meta ambiciosa: "temos um target de chegar a, no mínimo, 15% do mercado M2M no Brasil, mas para isso o governo tem que ajudar".

A Datora conta com outra licença de MVNO, mas com a Porto Seguro, que em agosto lançou suas operações com o nome de Conecta para o consumidor final, além de negócios com M2M. "Hoje já temos mais de 80 mil carros da Porto Seguro rastreados", declara Otero. A iniciativa no País nesse mercado que ainda se mostra apenas em potencial, explica, é arriscado. "Inovação é um misto de coragem com irresponsabilidade", diz.

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