Aplicações de uso pessoal oferecem risco em redes corporativas, avalia vice-presidente da F-secure

A tecnologia cotidiana tem sido cada vez mais integrada no ambiente de trabalho corporativo, trazendo novos desafios aos gerentes de TI das empresas. O uso de dispositivos móveis (BYOD) e de aplicativos (BYOA) de uso pessoal no trabalho foi tema discutido nesta terça-feira, 25, no Forum Mobile+. em São Paulo. Se o uso de dispositivos móveis (como smartphones e tablets) já vem sendo avaliado com atenção pelas equipes de TI, a incorporação de aplicativos usados no dia-a-dia (ferramentas como o Dropbox, por exemplo) às tarefas do trabalho tem demandado ainda mais cuidado. Para Ascold Szymanskyj, vice-presidente da F-secure, o BYOA traz mais riscos de segurança que o BYOD para as corporações, em razão das maiores ameaças de vírus. “Quando os usuários passarem a trazer seus próprios aplicativos para o meio corporativo, a situação (em relação à segurança) vai piorar”, avalia Szymanskvj.

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Para Adriano Lino, gerente de inteligência da RIM para América Latina, a tendência é que os funcionários tenham mais liberdade para usar suas próprias ferramentas, no entanto, “empresas devem ter visão sobre os dados estratégicos que devem ser mais bem protegidos”, recomenda.

A maior preocupação no que se refere às discussões sobre BYOD e BYOA é conseguir aliar a satisfação dos usuários e a eficiência produtiva à segurança das informações corporativas. Segundo Szymanskvj, apenas pouco mais de 3% dos usuários adotam algum software para a proteção de informação em tablets e smartphones: “Proteção não é só anti-virus, mas também backup”, lembra o gerente da RIM. Para o analista da Frost & Sullivan, Fernando Belfort, o uso de ferramentas cotidianas pessoais no ambiente corporativo já é uma realidade, restando às empresas o gerenciamento da prática: “Gerenciar é melhor do que proibir”, opina Belfort. 
 

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