Estratégia da Oi para 2010 tem a Net como preocupação

Os acionistas da Oi tiveram nesta quinta, 24, a primeira reunião completa (com a presença de todos os sócios, incluindo os fundos de pensão) para discutir o planejamento estratégico da companhia para 2010. Foi uma reunião formal, segundo relatos dos participantes, mas em que algumas arestas foram aparadas e as questões de governança que eram dúvida foram esclarecidas. Ao final, todos saíram com a sensação de que a empresa está dando os passos corretos.
A reunião girou em cima da apresentação feita pela McKinsey sobre o diagnóstico do mercado e os próximos desafios que a empresa deve enfrentar. Algumas questões ficaram mais claras para os acionistas. Primeiro, não há preocupação especial com o endividamento, que é volumoso (cerca de R$ 25 bilhões) e ainda pode crescer, mas está dentro dos índices considerados razoáveis. Na avaliação da empresa, as condições de contratação dessa dívida, apesar de ainda piores do que as condições do período pré-crise, estariam melhorando aos poucos e a empresa terá condições de trocar o endividamento por outros em melhores termos mais adiante.
Para o ano de 2010, não há perspectiva de expansão internacional. O foco será a conclusão do processo de fusão com a Brasil Telecom, a defesa do mercado atual e a expansão do mercado interno. A principal ameaça, segundo o estudo da McKinsey, tem nome e sobrenome: Net Serviços. É a operadora de cabo que está tomando a maior parte do mercado de banda larga e de telefonia das concessionárias fixas, e a Oi sofre, naturalmente, com essa agressividade. Daí a ênfase que deve ser dada na oferta do serviço de DTH, avaliado como um sucesso absoluto até aqui, chegando a mais de 50 mil assinantes.

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A GVT também já aparece como um ofensor, mas em menor escala, e mesmo com a entrada de um eventual novo acionista (a Vivendi), a leitura da Oi é de que esse será um problema muito maior para as empresas de comunicação do que para as teles.
Está claro que os investimentos na rede móvel devem ser mantidos, assim como a expansão em São Paulo. E que boa parte desse investimento deverá vir dos próprios fornecedores, assim como a expansão da rede banda larga.

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