Futuro sócio da TIM deve ficar com controle da unidade de fibra ótica

Em busca de um sócio para acelerar os investimentos em redes fixas de fibra ótica no Brasil, a TIM revelou que o novo parceiro deve ficar com 51% da participação e o controle na nova empresa que deve ser criada para esse objetivo.

"Para o final do ano, vamos fazer uma empresa separada para gerenciar somente infraestrutura do fixo, deixando o controle dessa empresa com parceiro, que vai pegar 51%", afirmou o CEO da TIM, Pietro Labriola, durante live do canal Stock Pickers realizada nesta terça-feira, 25.

A estratégia consta no plano estratégico trienal da operadora. Em maio, a Telecom Italia (controladora da TIM) havia informado que um NDA (non-disclosure agreement, ou termo de confidencialidade) estava sendo assinado com um investidor não revelado. A spin-off para redes neutras deve receber propostas vinculantes a partir de setembro.

Segundo o executivo, uma das características que guiou a decisão é o descompasso ainda existente entre receitas e investimentos na rede fixa. Hoje, a divisão concentra 3% da receita do grupo, mas 10% do capex – que teria um intervalo de sete a oito anos para dar retorno. Com o modelo da separação estrutural, a intenção é "acelerar a cobertura em fibra sem ter impacto no móvel".

Estratégia

Para Pietro Labriola, o fato da empresa ser uma operadora predominantemente móvel (ao contrário das concorrentes, que têm amplas redes fixas) é um dos fatores que têm permitido maior agilidade estratégica para decisões ao longo dos últimos anos.

Segundo Labriola, a própria estratégia de separação estrutural seria um caminho trilhado primeiro pela TIM e depois seguido pelas concorrentes. "Começamos a trabalhar nesse assunto em outubro do ano passado. Depois veio a Oi e colocou empresa de infraestrutura de fibra [no novo plano de recuperação judicial], e agora a Vivo colocou a mesma coisa", provocou.

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