Espanha volta a ser a maior operação da Telefónica no mundo

A Espanha passou novamente o Brasil como maior mercado do grupo em receitas da Telefónica. As operações da Telefônica/Vivo não conseguiram manter o ritmo de crescimento do começo do ano, enquanto a sede espanhola, mesmo caindo em relação ao ano passado, conseguiu melhorar o desempenho na comparação com o trimestre de janeiro a março. A variação cambial no Brasil também afetou a comparação. Segundo relatório da companhia divulgado nesta quinta-feira, 25, a América Latina continua sendo o principal mercado, embora isso não tenha impedido uma forte queda na receita e no lucro consolidados do grupo.

Mesmo com uma queda de 13,7% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, as operações espanholas alcançaram 3,299 bilhões de euros em receita, contra 3,167 bilhões de euros do Brasil (que, por sua vez, caiu 3,9%). O País perdeu a liderança porque, ao contrário da Espanha, teve uma queda em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando as operações registraram 3,263 bilhões de euros, contra 3,260 bilhões de euros no mercado espanhol. No semestre, a Telefónica Espanha conseguiu 6,559 bilhões de euros, queda de 15%. Ainda assim, foi um resultado maior do que o do Brasil, que acumulou 6,430 bilhões de euros no período.

Mas a troca de posições pode continuar por mais tempo. A Telefônica/Vivo prevê um desempenho melhor no negócio fixo, aumentando o ARPU (receita média por usuário) da operadora e melhorando a rentabilidade. E a diferença em relação à unidade espanhola é relativamente pouca ainda, pouco mais de 132 milhões de euros.

Mundo

A receita consolidada do grupo teve queda de 6,8% no trimestre, totalizando 14,421 bilhões de euros. Considerando o semestre, a queda foi um pouco maior: 7,8%, total de 28,563 bilhões de euros. As operações na América Latina, mais uma vez, mostraram maior volume de vendas, conseguindo crescer timidamente: 0,1%, total de 7,451 bilhões de euros no trimestre. Nos seis primeiros meses do ano, a receita recuou 1,9%, ou 14,682 bilhões de euros. A companhia ressalta que as flutuações de câmbio causaram impacto negativo nesses resultados.

O OIBDA (lucro operacional antes da depreciação e amortização) também ficou em declínio, recuando 9,3%, fechando o trimestre com 4,854 bilhões de euros; diminuindo 9,7% e totalizando 9,421 bilhões de euros no semestre. Dessa vez, a Telefónica América Latina contribuiu negativamente, com queda de 12,1% no trimestre (2,341 bilhões de euros) e de 10,9% no acumulado do ano (4,646 bilhões de euros). Na contabilização do lucro operacional, a companhia espanhola teve desempenho ainda mais negativo, com queda de 19,3% no trimestre (2,250 bilhões de euros) e de 18,6% no semestre (4,316 bilhões de euros).

No segundo trimestre, o lucro líquido teve queda também: 13,1%, total de 1,154 bilhão de euros. Considerando o período de janeiro a junho, os três primeiros meses do ano compensaram o desempenho fraco posterior, deixando a Telefónica com uma leve queda de 0,9%, total de 2,056 bilhões de euros. Em junho, a dívida líquida ficou em 49,793 bilhões de euros, redução de 3,9% em relação à dívida registrada no primeiro trimestre do ano. A meta para o ano é de reduzir para menos de 47 bilhões de euros. "Uma atividade de gerenciamento de portfólio de ativos, complementada por uma geração de caixa de quase 2 bilhões de euros no trimestre, permitiu a redução de nossa dívida líquida em 10 bilhões de euros desde junho de 2012", ressaltou o chairman executivo da Telefónica, César Alierta, em comunicado. A relação de dívida líquida/OIBDA ficou em 2,4x.

Investimentos

O Capex da empresa aumentou 0,9% no trimestre, chegando a 1,962 bilhão de euros. No semestre a alta foi maior, com 6,7%, total de 3,903 bilhões de euros. Nos três meses, a América Latina demandou mais investimentos, com 1,091 bilhão de euros (avanço de 8,6% em relação ao mesmo período de 2012). Na primeira metade do ano, o investimento na região foi menor do que na Europa: 1,716 bilhão de euros (queda de 10,2%), contra 2,115 bilhões no mercado europeu, crescimento de 35,4%.

Alierta destacou ainda que os desempenhos de negócios e financeiro permitiram "uma posição de fortalecimento na qual anunciamos o acordo para aquisição da subsidiária alemã da KPN, a E-Plus, pela Telefónica Deutschland, para criar uma operadora líder no maior mercado europeu". Para o executivo, esta é uma operação que "claramente faz grande sentido estratégico".

Resultados operacionais

A Telefónica fechou o semestre com um total de 311,331 milhões de acessos, crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2012. A base da telefonia fixa ficou com 39,520 milhões (queda de 1,3%), enquanto a TV paga cresceu 0,1% e fechou o mês com 3,327 milhões de acessos. A base de assinantes de Internet recuou 1,7%, totalizando 19,023 milhões, sendo 18,287 milhões de banda larga (conexões em ADSL, satélite, fibra ótica, cabo e circuitos de banda larga), uma queda de 0,8%. A companhia afirma que uma reestruturação no negócio fixo no Reino Unido fez com que a empresa se desfizesse de ativos, causando a desconexão de 511 mil acessos naquele país.

Na telefonia móvel, o grupo espanhol cresceu 2,4%, totalizando 249,460 milhões de acessos. Desses, 164,550 milhões são pré-pagos, queda de 0,3%; considerando que houve desconexão de 1,6 milhões de acessos inativos no Brasil no primeiro semestre. A base pós-paga cresceu 8,1%, fechando o período em 84,909 milhões de acessos, considerando a desconexão de 114 milhões de acessos na República Tcheca no começo de 2013.

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