GSM Association nega preferência pelo LTE, mas apóia reserva maior para SMP

A briga pela faixa de 2,5 GHz esquentou nesta quinta-feira, 25, com a realização do evento "LTE: Tecnologia e Mercado". Logo na primeira palestra do encontro, o vice-presidente de Políticas Públicas da GSM Association, Ricardo Tavares, partiu para o ataque às empresas de MMDS, que hoje detém a prioridade de uso da faixa, visada agora pelas operadoras móveis e fabricantes de equipamentos e chipsets com tecnologia LTE. "A operação de MMDS sentou em cima da faixa", afirmou, complementando que a Anatel deve tomar uma decisão sobre essa frequência que estimule a competição.
A proposta da GSM Association, seguida por empresas como a Qualcomm, é a destinação de apenas 50 MHz para o MMDS, deixando outros dois blocos de 70 MHz nas extremidades da faixa para o SMP. Com essa partilha, os defensores do LTE acreditam que quatro empresas podem operar com a nova tecnologia, quando ela estiver disponível efetivamente no mercado. Mesmo com o discurso francamente favorável ao LTE, a GSM Association nega ter uma preferência por qualquer tecnologia. "Não temos o menor problema com o WiMAX. Vários dos nossos associados usam o WiMAX", declarou Tavares.
O executivo admitiu que essa tecnologia cumpre as recomendações feitas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) para o uso do 2,5 GHz. O argumento de que apenas o LTE preencheria os requisitos indicados pelo organismo internacional tem sido usado como argumento por várias operadoras móveis, que defendem a destinação, de preferência plena, da faixa para o SMP. Mas Tavares ressalva que a defesa de uma destinação menor para as empresas de MMDS é o único caminho aceitável se a Anatel pretende estimular a competição no futuro.

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"Eu sinceramente acho que essas empresas (de MMDS) têm usado uma tática desonesta para manter o espectro", declarou. O argumento questionado pela GSM é de que, com menos de 110 MHz, as empresas de MMDS não conseguem prestar serviços de TV por assinatura e banda larga ao mesmo tempo. "Queremos que o WiMAX venha para o mercado, mas que isso não ocorra ao custo de uma redução de competição, de atrasar o LTE."

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