Claro considera refarming para agregar capacidade e cobertura ao 3,5 GHz no 5G

Foto: Paula/Pexels.com

A Claro não descarta utilizar uma frequência pré-existente totalmente dedicada ao 5G em determinadas regiões, inclusive como complemento de cobertura agregando portadoras com a futura faixa de 3,5 GHz. Isso seria possível por meio do refarming, como a empresa já fez para adicionar espectro na capacidade e cobertura do 4G.

Na prática, a operadora considera que todas as faixas FDD do espectro atual podem receber a atualização com a instalação de software 5G. "Pode ser standalone ou não standalone, com 2.100 MHz, ou 1.800 MHz e 700 MHz", declara o CTO da Claro, André Sarcinelli. Ele cita como exemplo a T-Mobile, que utilizou a faixa AWS nos Estados Unidos

Uma vez identificado que o tráfego está "baixo" e o remanejamento de demais frequências possa garantir a continuidade da prestação do serviço móvel em outras tecnologias legadas, é possível fazer o refarming e dedicar o espectro. A configuração, segundo Sarcinelli, permite inclusive agregar portadora de 5G SA com as faixa de 3,5 GHz TDD também standalone. 

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O objetivo é obter ganho de cobertura, uma vez que as faixas usadas para o 3G e 4G são mais baixas e têm maior alcance, e mesmo adicionar capacidade. Por isso mesmo, justifica o CTO, houve uma busca pelo espectro compartilhado dinamicamente (DSS) no 5G. No futuro, essa mesma tecnologia poderá ser agregada à faixa de 3,5 GHz. 

Segundo o executivo, não há diferença para o usuário, uma vez que o terminal – ou seja, o aparelho celular – continuará compatível com essas diferentes frequências. 

FWA

A Claro afirma ter interesse em todas as faixas do leilão do 5G, e considera também a aplicação de acesso fixo-móvel (FWA), onde a construção de fibra até a residência (FTTH) não for possível. Conforme explicou o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, a pasta entende que essa tecnologia será também útil para resolver gargalos de cobertura em prédios na área urbana que têm deficiência de infraestrutura interna. 

Coimbra afirma que esse "não é um problema incomum", e que gera grande número de visitas técnicas perdidas. "Há cerca de 480 mil domicílios que têm problemas de receber Internet de fibra pela estrutura do edifício, então o FWA vai trazer experiência comparável, tanto na largura de banda quanto na latência", coloca. 

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