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American Tower vê compartilhamento de infraestrutura como caminho para o 5G

Abel Camargo, VP de estratégia e novos negócios da American Tower, durante o TELETIME Tec

A American Tower foi uma das primeiras empresas a operar infraestrutura de torres no Brasil e uma das primeiras a partir para um modelo de construção de redes neutras de fibra para diferentes modalidades de acesso, seja FTTH e backhaul, além de ser a principal operadora de uma rede dedicada inteiramente ao mercado de IoT. E a empresa deve se manter firme a esta estratégia após o leilão de 5G.

” Vemos muitas oportunidades para parcerias em torres e sites, e também na oferta de fibra para viabilizar o 5G”, diz Abel Camargo, VP de estratégia e novos negócios da empresa. Isso significa que a American Tower não deve entrar em disputa no edital de 5G, ao contrário do que sinalizam empresas como a Highline, que concorre com a American Tower no segmento de torres, ou a EB Fibra, no segmento de redes.

Mas a exemplo do que parece ser a principal tendência de mercado indicada durante o TELETIME Tec, realizado esta semana, a American Tower acredita que o compartilhamento de infraestrutura será o principal elemento viabilizador do 5G, pela redução de custos. E nesse sentido a empresa está focada em ampliar a sua presença em cidades de porte médio e pequeno que hoje tenham poucos concorrentes. “Praticamente em qualquer cidade do Brasil hoje existem concorrentes com redes de fibra, mas estamos falando em levar uma rede carrier class, com qualidade suficiente para dar suporte a uma rede de 5G com segurança, que possa viabilizar diferentes empresas”, diz Camargo.

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A American Tower também enxerga a possibilidade de que os sites e estrutura de suporte a torres e antenas atuais possam ser cada vez mais utilizados para as soluções de mobile edge computing, ou pequenos datacenters que realizarão uma série de funções e aplicações da rede de 5G.

Segundo Gerson Freire, diretor de enterprise architecture da Dell, o 5G cria a necessidade de uma maior descentralização das funções da rede para permitir alguns serviços, sobretudo aqueles com menores latências, e hoje a indústria de servidores ededicados ao processamento de dados destas funções trabalha para viabilizar equipamentos que trabalhem nas temperaturas e condições de limpeza e vibração que são encontradas nos sites das operadoras móveis. 

André Sarcinelli, CTO da Claro, diz que este é um dos grandes desafios do modelo de 5G: como criar uma rede de Mobile Edge Computing que assegure as funcionalidades necessárias considerando a realidade geográfica, a infraestrutura de rede e os recursos dos sites das empresas, além da questão da segurança física das instalações, um problema cada vez mais crítico para as empresas de telecomunicações por conta dos episódios de furtos de equipamentos, vandalismo e mesmo “sequestro” de instalações. “Imagene ter um datacenter sequestrado”, diz Sarcinelli. Mas ele diz que não descarta modelos de operação que sejam terceirizados, como começa a acontecer com as redes e como já aconteceu com as próprias torres.

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