Dispositivos móveis inteligentes mudam os modelos de distribuição de conteúdo

O surgimento da plataforma de dispositivos móveis inteligentes como meio preferencial para acessar mídias digitais poderia mudar radicalmente o modelo de negócios tradicional das empresas de mídia e entretenimento, de acordo com nova pesquisa da MRG.

Tal dinâmica, diz a MRG, pode significar que as empresas de mídia serão forçadas a entrar no negócio de over-the-top (OTT) ou estabelecer relações com os prestadores de serviços OTT para controlar o acesso ao conteúdo, a fim de acomodar estes novos comportamentos de consumo de forma rentável.

O analista diz que 2013 será o primeiro ano em que os embarques de dispositivos móveis inteligentes superam os de computadores e dispositivos de mídia digital combinados, levando a uma nova realidade na distribuição de mídia.

Na sua análise da casa do futuro, a MRG salienta que o que faz com que os dispositivos inteligentes sejam tão importantes é o fato de que eles estão na intersecção de indústrias que têm, até o momento, permanecido separadas. É computação, mídia e entretenimento, e serviços móveis sem fio.

A MRG calcula que, em 2017, os embarques de dispositivos móveis inteligentes, como smartphones e tablets, atingirão cerca de dois bilhões, enquanto computadores e dispositivos de mídia digital combinados mal chegarão a 900 milhões.

Os sistemas operacionais desses aparelhos – Apple iOS, Google Android e Windows RT – foram desenvolvidos para dispositivos móveis inteligentes, criando uma plataforma na qual empresas de mídia e entretenimento podem construir aplicativos de mídia que fornecem muito mais valor para o consumidor final. Ao mesmo tempo, isso muda fundamentalmente a relação entre os consumidores, seus prestadores de serviços de TV por assinatura e acesso de conteúdo digital.

O analista alerta que essa proliferação levará a uma série de desafios para o valor dos meios de comunicação tradicionais e modelos de negócio de entrega de conteúdo de entretenimento digital. Por um lado, a MRG argumenta que as empresas de mídia não podem mais usar seus ativos de distribuição (ou seja, a tecnologia de transmissão) e equipamentos nas instalações do cliente para controlar o acesso do consumidor ao conteúdo digital, uma vez que dispositivos móveis permitem acesso diretamente do canal de distribuição.

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