Qual o tamanho da gigante?

Com a eventual compra do controle da Brasil Telecom pela Oi, é possível estimar que a BrOi teria uma receita líquida anual da ordem de R$ 28,6 bilhões.
O lucro líquido seria da ordem dos R$ 3 bilhões, o que é, na verdade, apenas um número de referência baseado nos dados do ano passado.
A BrOi seria dona de 22,255 milhões de linhas em serviço, o que, segundo o Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2008, editado pela TELETIME, é resultado de uma cobertura de 63% das linhas fixas em serviço, 77% da população total (cerca de 145 milhões de habitantes), 62% dos domicílios de classe A e 63% dos domicílios de classe B.

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Ao todo, a mega empresa resultante da fusão seria responsável por atender a cerca de 4,85 mil municípios, o que representa 87% das cidades brasileiras. Dos municípios na área da supertele, 54% (2,65 mil) têm operação de telefonia celular. E, segundo o Atlas Brasileiro de Telecomunicações, das cidades cobertas pela Oi e pela Brasil Telecom, há competição em 279 destas cidades, que representam 45% do potencial de consumo nacional.
Na telefonia móvel a BrOi teria algo em torno de 20,24 milhões de assinantes com uma cobertura de 1,617 mil cidades (das quais só não enfrentam competição em 73 delas). Estas 1,6 mil cidades cobertas pela telefonia móvel da Oi e da Brasil Telecom representam 60% do potencial de consumo nacional.
Na banda larga as duas empresas somadas têm pouco mais de 3 milhões de assinantes, cobrindo 1,68 mil cidades. Há competição com serviços de banda larga oferecidos por empresas de cabo ou MMDS em 68 dessas cidades.

Potencial de consumo

Hoje, a Oi tem cerca de 43% do potencial de consumo nacional, a Telefônica tem cerca de 30% do potencial de consumo e a Brasil Telecom tem cerca de 25% do potencial de consumo do País em suas mãos, segundo dados do Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2008. A principal competidora, a Embratel, somada à sua coligada Net Serviços, atua com serviços de telefonia fixa em cidades que representam 60% do potencial de consumo nacional, mas com uma rede muito mais restrita em termos de domicílios cobertos. A GVT, por sua vez, está em cidades que representam 31% do potencial de consumo. O índice do potencial de consumo é um cálculo baseado em dados do IBGE estimado pela Target, e aponta o quanto cada município representa no consumo nacional.
Por outro lado, na área de concessão somada da Oi e da Brasil Telecom, há uma boa parte dos problemas brasileiros, sobretudo por conta da área hoje com a Oi. De acordo com os cruzamentos de dados do Atlas Brasileiro de Telecomunicações, nada menos do que 92% da população rural brasileira está nessa área, e também 73% dos domicílios classes C, D e E, que são os de menor atratividade econômica.
No mercado de telefonia fixa, a fusão entre Oi e BrT, cria uma gigante com cerca de 69% do potencial de consumo brasileiro em sua área de cobertura como concessionária. Isso sem contar o fato de que tanto a Brasil Telecom quanto a Telemar atuam como competidoras no mercado corporativo em cidades do Estado de São Paulo. E a Oi se prepara para atuar como operadora de telefonia celular no Estado.

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