Oi quer ter 110 milhões de clientes em cinco anos

Os planos de Luiz Eduardo Falco, executivo que ficará à frente da futura empresa resultante da fusão entre Oi e Brasil Telecom (BrT), são ambiciosos. O executivo prevê que, dentro de cinco anos, a super tele (cujo nome será Oi) terá 110 milhões de assinantes, entre clientes de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura. Desse total, 80 milhões serão clientes residentes no Brasil, divididos da seguinte forma: 22 milhões em telefonia fixa; 38 milhões em telefonia móvel; 12 milhões em banda larga; e 8 milhões em TV por assinatura. Ao fim de 2007, a Oi tinha, na região 1, 14,2 milhões de assinantes de telefonia fixa; 16 milhões de telefonia móvel; e 1,5 milhão em banda larga.

Expansão internacional

Os outros 30 milhões de clientes que Falco prevê conquistar em cinco anos estarão no exterior. O executivo deseja que a empresa se expanda para América Latina, Europa e África. É esperado que o foco inicial sejam países de língua portuguesa, como já havia adiantado este noticiário. Com a fusão, Oi e BrT formam a 30ª maior empresa de telecomunicações do mundo em valor de mercado (US$ 22,9 bilhões).

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O executivo usou os exemplos dos próprios competidores para justificar os planos internacionais. De 2001 a 2007, o grupo Telefônica aumentou de 78 milhões para 226 milhões o seu número de acessos no mundo inteiro. A maior parte desse crescimento aconteceu fora da Espanha: em seis anos, a base de acessos da Telefônica no exterior saltou de 40 para 181 milhões. Com o grupo Telmex ocorreu o mesmo: o crescimento da base nos últimos anos se concentrou no exterior e não no México. Paralelamente, o valor de mercado tanto da Telefônica quanto da Telmex subiu bastante nesse período. No entender de Falco, embora a Oi tenha conseguido fazer sua base de assinantes crescer no mesmo intervalo de tempo, seu valor de mercado não aumentou tanto porque não havia perspectiva de expansão internacional.

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