Balanço da Anatel de fevereiro mostra usuários migrando para o 3G

Com a telefonia móvel superando os 263 milhões de linhas no final de fevereiro, o crescimento da base se mostra cada vez mais estável, segundo dados da Anatel divulgados na semana passada. Isso em números absolutos, porque está havendo uma "troca" nas tecnologias: aparentemente, os consumidores têm deixado os dispositivos 2G para adotarem terminais 3G, embora isso não indique necessariamente que sejam também acessos a dados, já que a Anatel não contabiliza planos comercializados, e sim tecnologias de terminais. E na disputa pelo mercado de terceira geração, a concorrência tem ficado acirrada, colocando a TIM como segunda colocada, atrás da Claro.

A tendência de mudança não é difícil de se enxergar. Os acessos 2G caíram 5,8 milhões em comparação com janeiro, totalizando agora 190,278 milhões de conexões. Somente a Claro perdeu cerca de 3 milhões de linhas no período. A Oi e a TIM perderam cada uma cerca de 1 milhão de acessos, enquanto a Vivo teve perda de 539,4 mil conexões 2G. O ranking de 2G fica então com a Vivo em primeiro, com 57,651 milhões de acessos, seguida pela TIM (54,970 milhões), Oi (41,757 milhões) e Claro (35,499 milhões). A Anatel mostra a MVNO Datora pela primeira vez no balanço mensal, com acessos somente em GSM e um número de 1 mil conexões no período.

Se houve redução na base de 2G, mas crescimento total da telefonia móvel de 1,234 milhão de conexões, isso indica que houve uma movimentação no mercado: novos assinantes adotaram o 3G. De fato, o número de acessos de terceira geração em handsets teve um crescimento de 6,445 milhões (12,28%), totalizando 58,913 milhões de linhas em fevereiro deste ano.

As posições das empresas na participação do mercado diferem bastante do 2G. A operadora que obteve maior aumento da base com tecnologia 3G foi a Claro: 3,572 milhões (16,49%), com crescimento em quase todas as regiões. O total da empresa foi de 25,235 milhões de acessos. Outro destaque foi a TIM, que fechou o mês com 13,700 milhões graças a um acréscimo de 1,435 milhão de linhas 3G, crescimento de 11,7% em relação a janeiro. Com isso, a operadora acabou passando a Vivo, que teve um crescimento dos mais modestos: 0,64%, ou 87.253 adições líquidas no mês, totalizando 13,616 milhões. A Oi também contou com um aumento substancial de 22% na base 3G, com 1,281 milhão de novas linhas, mas o total dela ainda a deixa na quarta posição: 5,942 milhões de acessos. Ressalte-se que a conta é por terminais. A Vivo, por exemplo costuma se defender apontando crescimento de receita com serviços de dados, o que indicaria uma maior adoção na contratação efetiva de planos de Internet por celular.

Dados

Em se tratando de modems 3G, o Brasil teve apenas 51,9 mil novas conexões, pelos dados da Anatel, totalizando 6,769 milhões. A Vivo ganhou 37,3 mil acessos e continua líder, com 3,215 milhões de conexões. A Claro tem a segunda maior base, com 2,01 milhões de linhas, mas também teve crescimento modesto: 25,8 mil, ou 1,3% de aumento em comparação ao mês anterior. A TIM, por sua vez, perdeu 35,6 mil acessos, fechando o mês com 783,7 mil e começando a ser ameaçada pela Oi, que ganhou 15 mil conexões e fechou fevereiro com 752,1 mil linhas.

M2M

O mercado brasileiro de conexões máquina-a-máquina (M2M) teve acréscimo de 315,4 mil novos acessos, ou 4,66%, totalizando 7,082 milhões de conexões. A líder com folga continua sendo a Claro, com 3,329 milhões de acessos, crescimento de 4,08%. Das quatro principais operadoras, a Vivo foi a que teve maior crescimento relativo: 9,33%, totalizando 1,355 milhão de conexões M2M. Com isso, ela se distanciou um pouco mais da TIM, que cresceu somente 0,69%, fechando o mês com 1,241 milhão de acessos. A Oi teve crescimento de 2,78% e totalizou 1,068 milhão de linhas. Embora a CBTC (Algar Telecom) tenha 52.409 linhas e assuma o quinto lugar, a Porto Seguro mostrou um aumento substancial na base e merece ser destacada: 38,46% de crescimento, totalizando agora 35.077 conexões. Grande parte do aumento se explica porque agora a Anatel mostra conexões das MVNO em outras áreas do estado de São Paulo além da capital.

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