Intel apresenta estratégia 5G baseada em edge computing

A Intel apresentou nesta segunda-feira, 25, sua estratégia de levar a capacidade computacional à ponta (edge computing) para a tecnologia 5G. A ideia, segundo a vice-presidente sênior do grupo de data center e de plataforma de redes da fornecedora, Sandra Rivera, é de ajudar as empresas – incluindo operadoras – a sair da arquitetura fixa atual para uma tecnologia baseada na nuvem, permitindo acesso amplo a ecossistema e a ferramentas, trazendo ganhos de economia em escala. "Nossa estratégia é mover rápido os dados, com fotônica em silício, ethernet e tecido omni-path (múltiplos caminhos), armazenando mais e processando tudo com o portfólio baseado em CPUs Xeon e com lógicas programáveis. E em tudo isso, investimos e nos comprometemos com otimização em nível de software e sistema", declarou a executiva.

Um ponto em particular mereceu atenção na apresentação: a abordagem do edge computing para a camada de acesso no 5G. Segundo Rivera, trata-se de uma oportunidade com valor de US$ 24 bilhões em 2022 – não muito diferente de atualmente, que ela diz ser entre US$ 20 bilhões e US$ 21 bilhões. "Não é um crescimento rápido, mas é um mercado grande", declara.

Dentro dessa estratégia, a companhia apresenta uma nova linha de seu portfólio baseado no system on a chip (SOC) Snow Ridge, de 10 nanômetros e especificamente desenhado para o acesso móvel e na computação de borda. A Intel deverá usar o componente em equipamentos de rede de acesso 5G de fornecedores como Ericsson e ZTE. Com a companhia sueca, há inclusive uma demonstração de compartilhamento de espectro dinâmico de 4G e 5G. A solução permite que o tráfego das duas tecnologias podem conviver em uma mesma portadora de frequência. A demo, apresentada durante a Mobile World Congress, em Barcelona, utiliza software da Ericsson com hardware da Intel.

Perguntada se os clientes já estariam preocupados com a implantação de tecnologias para a chegada da rede 5G, Sandra Rivera afirmou que, ao menos atualmente, a abordagem acaba por focar na geração anterior, mas preparando-se para o futuro. "Muitos clientes estão enfrentando problemas, seja no varejo ou na indústria, e eles querem começar [a implantar as novas soluções] com capacidade 4G, além de plataformas mais baseadas em servidores", disse. "Os clientes estão se distanciando de alguns sistemas [legados], virtualizando aplicações e rodando em infraestrutura consistente. Estamos empolgados com o ritmo do mercado."

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