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Lucro líquido do Grupo Telefónica cai 34,7% em 2014

O Grupo Telefónica registrou um ano com quedas acentuadas nos lucros, segundo informou a companhia espanhola nesta quarta-feira, 25, em seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre e a 2014 consolidado. O lucro líquido recuou 34,7% em 2014 em relação ao ano anterior, totalizando 3,001 bilhões de euros. Considerando somente o último trimestre, a queda quase deixou a companhia com prejuízo, com recuo de 89,5%, lucro líquido de 152 milhões de euros.

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Convertendo em reais, o lucro líquido do grupo ficou em R$ 9,777 bilhões no ano. Ressalta-se ainda que no ano, segundo o resultado divulgado na terça-feira, 24, o lucro líquido da operadora brasileira foi de R$ 4,936 bilhões – ou seja, pouco mais da metade (50,49%) do lucro total do grupo, apesar de as receitas brasileiras serem 22,2% do total.

A espanhola alega que a queda no lucro reportado se dá por fatores sazonais com um impacto de 1,088 bilhão de euros somente no último trimestre, como impacto regulatório, adoção da taxa de câmbio no SICAD II (Sistema Cambiario Alternativo de Divisas) na Venezuela (399 milhões de euros) e provisão em custos de reestruturação (405 milhões de euros), além de 257 milhões de euros com "ajuste de valor da Telco". Trata-se da dissolução da holding acionista da Telecom Italia, que deixou a Telefónica com uma participação direta na italiana. Essa reclassificação permite que se venda o ativo à francesa Vivendi como parte do acordo para a aquisição da GVT.

O lucro operacional antes de depreciação e amortização (OIBDA) também caiu, 18,7% no ano, total de 15,515 bilhões de euros. No trimestre, a queda foi maior: 35,9%, total de 3,190 bilhões de euros. Com isso, caiu também a margem OIBDA para 30,8% (queda de 2,6 pontos percentuais) no ano e para 25,7% no trimestre (8,7 p.p.).

Por sua vez, o lucro operacional diminuiu 26,3% e fechou 2014 em 6,967 bilhões de euros. A queda no último trimestre do ano foi de 66,2%, total de 933 milhões de euros. Além das razões citadas, a empresa justifica o recuo com a venda de torres não estratégicas e de ativos (prédios) na Espanha.

A receita da companhia foi reduzida em 11,7% no ano e em 14,1% no trimestre, totalizando respectivamente 50,377 bilhões de euros e 12,399 bilhões, respectivamente. Mais uma vez, a queda é atribuída a impacto negativo da regulação e de flutuações de câmbio – mais notavelmente o SICAD II na Venezuela, "que trouxe um impacto de 2,187 bilhões de euros nas receitas do quarto trimestre".

A dívida líquida da empresa ficou em 45,087 bilhões de euros no final de dezembro, 294 milhões de euros abaixo do registrado em 2013. A relação entre dívida e OIBDA ficou em 2,74x.

Promessa de maior integração

Em seu balanço, a companhia destacou ainda a venda da O2 no Reino Unido para o grupo Hutchison Whampoa por 10,25 bilhões de libras (13,98 bilhões de euros). Já na Alemanha, a Telefónica exibiu resultados de acréscimo de 42,1 milhões de acessos na base após a integração da E-Plus a partir de outubro. No Brasil, além da aquisição da GVT, o destaque foi a compra de blocos na faixa de 700 MHz no leilão realizado no ano passado, que totalizaram 889 milhões de euros incluindo licença e limpeza de espectro. A companhia pretende incluir resultados consolidados da GVT a partir de julho deste ano.

Outra promessa é da área de TI global para a América Latina, incluindo projetos de aceleração da transformação de processos em projetos "full stack", com acesso multicanal, portfólio único de produtos e serviços, melhoria no "time to market" e melhor visibilidade do cliente. Segundo a empresa, 20 milhões de usuários já migraram para o novo esquema na Argentina. Destaca o serviço de TV Everywhere da Vivo no Brasil (lançado oficialmente em fevereiro) e o projeto de conta única no País, "incluindo serviços móvel, fixo, banda larga e TV". Atualmente, o cliente quad-play da operadora brasileira recebe três contas separadas (telefone e Internet são as únicas integradas), cada uma de um CNPJ diferente.

Assim como fez a operadora brasileira na terça-feira, o chairman executivo da Telefónica, César Alierta, destacou a concentração em serviços de "alto valor" (fibra, TV paga, LTE e smartphones), que foram responsáveis por "produzir uma reviravolta na tendência de receita média por acesso, que cresceu em 2014 pela primeira vez nos últimos anos".

Resultados operacionais

Em dezembro a companhia totalizou 341 milhões de acessos, aumento de 6% em relação a 2013. Os acessos móveis foram 274,5 milhões, aumento de 8%, com destaque para a operação espanhola, que adicionou cresceu pelo terceiro trimestre seguido, primeira vez que isso acontece desde 2011. A base de smartphones, segundo a empresa, totalizou 90,4 milhões (aumento anual de 39%), penetração de 35% na base total. Os acessos de banda larga totalizaram 17,7 milhões (1% de aumento), sendo que 1,8 milhão eram de acessos com fibra (2,1 vezes maior do que 2013). Acessos de TV paga totalizaram 5,1 milhões, aumento de 48%.

A Telefônica tem 15 milhões de "premises passed" (residências endereçáveis com fibra) e 4G em 60% da Europa, além de dez países latino-americanos. No Brasil, o destaque foi o aumento de 58,9% no total de tráfego de dados móveis, totalizando em 2014 212,7 mil terabytes, incluindo volume de interconexões, MVNOs e roaming.

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