Para governo angolano, projeto de cabo submarino será privado, mas requer vontade política

O vice-ministro para telecomunicações de Angola, Aristides Safeca, esteve nesta terça, 25, reunido com o ministro das Comunicações brasileiro, Paulo Bernardo, e confirmou a intenção do país africano de levar adiante o projeto de um cabo submarino ligando o Brasil à África. O projeto está em fase de estudos diz Safeca, e deve custar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões. "Este encontro visa aproximar as empresas do Brasil e de Angola no sentido de viabilizar um projeto de fibra óptica que possa beneficiar os dois países", disse o ministro angolano ao deixar a audiência com Paulo Bernardo.
Ele explicou que o projeto está sendo desenvolvido com a Oi e em princípio não envolve dinheiro de nenhum dos dois países, ainda que a Angola Cable, subsidiária da Angola Telecom responsável pelo projeto, seja uma empresa com participação estatal. "Projetos dessa natureza devem ser, em primeira instância, empresarial e economicamente viáveis", disse, "mas tem que haver vontade política". Para Aristides Safeca, "se o estudo mostrar que o projeto é sustentável, não é preciso ter dinheiro público". Segundo o vice-ministro angolano, a necessidade de uma infraestrutura como essa se justifica pelo crescente tráfego de pessoas e informações entre Brasil e África.

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