Nokia reduz expectativas apesar de alta no resultado do terceiro trimestre

A Nokia divulgou nesta quinta-feira, 24, os resultados operacionais da empresa no terceiro trimestre do ano. No período, a fornecedora gerou receitas de 5,686 bilhões de euros (em avanço de 4%), revertendo prejuízo no mesmo período do ano passado para lucro operacional de 264 milhões de euros. Apesar de prever resultados positivos também para o quarto trimestre, a empresa reduziu expectativas para 2019 e 2020 devido aos "desafios" da fase inicial do 5G.

"Muitos de nossos negócios estão com bom desempenho e esperamos um quarto trimestre forte, com margem operacional robusta e aumento de caixa líquido de cerca de 1,2 bilhão de euros", afirmou em mensagem o CEO e presidente da Nokia, Rajeev Suri. "Ao mesmo tempo, alguns dos riscos que assinalamos anteriormente relacionados à fase inicial do 5G estão se materializando", completou. Entre os aspectos estão o impacto do mix de produtos sobre a margem bruta, desafios de rentabilidade na China, pressão de preços nas primeiras redes 5G e incertezas relacionadas à fusão entre T-Mobile e Sprint, nos EUA.

"Esperamos mitigar progressivamente tais questões ao longo do próximo ano. Para isso, aumentaremos o investimento em 5G para acelerar roadmaps e reduções no custo dos produtos", prosseguiu Suri. Para apoiar o investimento na quinta geração e em outras áreas estratégicas, a empresa vai inclusive paralisar o pagamento de dividendos.

Ao todo, a Nokia reportou 48 contratos de 5G, dentre os quais 15 já envolvem redes lançadas (incluindo as quatro grandes operadoras norte-americanas e as três principais sul-coreanas). A empresa também destacou um novo contrato firmado com a Telefônica Brasil, mas sem especificar se voltado para as redes de quinta geração.

Redes e América Latina

Principal negócio da empresa, a divisão de redes teve faturamento de 4,434 bilhões de euros no terceiro trimestre (alta de 4%), chegando em 12,770 bilhões no acumulado de 2019 (salto de 5%). A Nokia também destacou a performance das demais áreas de atuação: com software, a empresa gerou 677 milhões de euros no terceiro tri e 1,898 bilhão no ano (altas de 9% e 7%). Já no segmento empresarial, a receita cresceu 2% entre julho e setembro e 3% no acumulado do ano, para 358 milhões e 1,112 bilhão de euros.

No terceiro trimestre, a América Latina foi responsável por 6% do faturamento total da companhia após gerar 341 milhões de euros em receitas (alta de 6%); em nove meses, os valores apontam para 1,005 bilhão (salto de 8%). Os principais mercados para a fornecedora são América do Norte (30% do faturamento entre julho e setembro), Europa (28%) e Ásia/Pacífico (21%).

Margens

No acumulado de nove meses de 2019, a receita da fornecedora somou 16,412 bilhões de euros, em alta de 5%. Já o prejuízo operacional no período soma 318 milhões de euros (no mesmo intervalo de 2018, as perdas da empresa chegavam a 611 milhões de euros). Entre janeiro e setembro, a margem operacional da empresa ficou em 1,9% negativos. Já exclusivamente no terceiro trimestre, o indicador apontou 4,6%.

Fora do padrão IFRS, a margem operacional ficou em 8,4% no período entre julho e setembro. Com a revisão das expectativas, a Nokia espera fechar o ano com o indicador em 8,5%, ao invés de 9% a 12%, como anteriormente planejado. Para 2020, a margem não-IFRS esperada é de 9,5%, ante 12% a 16% projetados antes da revisão. As projeções de lucro por ação (EPS) e de caixa também foram revisadas para baixo.

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