Processo para se adequar às regras no México é lento para a América Móvil

Frente às obrigações impostas pelo Instituto Federal de Telecomunicaciones (Iftel) no México para deixar de ter o monopólio naquele país, a América Móvil (AMX) se move a passos lentos para atender a todos os requerimentos. Se por um lado o spin-off de torres pode ocorrer em menos de seis meses, a negociação para a venda de ativos – ainda sem um interessado declarado – não parece ter avançado.

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A separação da área de torres de celular, para permitir que o novo negócio alugue os ativos para terceiros, é o que realmente começa a tomar forma. "Estamos no processo do spin-off, já temos algumas autorizações, e vamos mover na direção certa", declara o CEO da AMX, Daniel Haaj, prometendo a conclusão da transação para o primeiro trimestre de 2015 ou, no mais tardar, no começo do segundo trimestre do ano que vem.

Em relação à venda de ativos, entretanto, o executivo continua vago ao declarar que a empresa continua "caminhando em frente" e na "direção certa". "Estamos tentando nos mover o mais rápido possível, mas não é uma venda fácil", disse. Ele confirmou, no entanto, que essa negociação só será efetuada em 2015.

O que a agência exige é que exista competição no mercado mexicano com essa redução da operação da América Móvil. O bilionário Carlos Slim, dono do grupo, tem a intenção de vender os ativos para apenas uma companhia, possivelmente estrangeira. Mas a empresa ainda não discrimina quais ativos estão à venda, até porque estão discutindo isso para que essa nova competidora seja efetiva na visão da Iftel. "Não queremos falar muito do processo, pois estamos falando com cada companhia e cada uma (a negociação) é diferente."

Haaj mantém o discurso de não ter pressa. O plano é entrar em concordância com as regras da Iftel para deixar a entidade "confortável". Só que o executivo confirma que existe a intenção de mudar o foco, abocanhando outro segmento. "O que achamos é que saímos de preponderante e achamos que podemos ser convergentes com a TV paga. E ter um preço justo (para a venda dos ativos)", declara. Mesmo assim, o executivo declarou que a América Móvil não vai participar do próximo leilão de broadcast no México.

Enquanto isso, a operação no México passa por queda de receita e base graças às mudanças regulatórias que extinguirão as taxas de roaming no país e por conta da redução das taxas de interconexão. Isso tem levado a operação da Telcel, a controlada com operação móvel mexicana, a diminuir sua base e participação nesse trimestre. "Achamos que essas quedas podem ser compensadas com mais dados", disse Daniel Haaj.

KPN

Satisfeito com a incorporação da Telekom Austria, Haaj prefere manter a cautela em outra negociação internacional, com a holandesa KPN. Ele declarou que a decisão atual da AMX é de reduzir a participação na operadora para "20% e alguma coisa", mantendo membros no conselho e a boa relação com a administração. "No momento estamos confortáveis com 20% na KPN e não estamos com pressa em tomar alguma decisão. Vamos ver o que acontece no próximo ano e ter uma discussão sobre o que fazer com a participação."

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