Nokia Siemens quer aumentar presença no País com o 4G

A Nokia Siemens Networks tem grandes chances de fornecer estações radiobase (ERBs) LTE para a Vivo na região Sul do País — Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, e de fechar com a TIM em diversas áreas do Brasil. Pelo menos esta é a estimativa de fontes de mercado ouvidas por este noticiário.

Para levar o último lugar onde a Vivo ainda não anunciou fornecedor, a empresa pode contar com o fato de já vender equipamentos para operações do grupo Telefônica em outros países.

Já com a TIM, que ainda negocia os fornecedores paras suas redes 4G, a tendência é que a empresa seja mantida como fornecedora, uma vez que ela deve manter no 4G os mesmos contratos de 2G e 3G. “Eles já vinham fazendo uma modernização da rede e, por isto, o LTE deve continuar este processo”, disse uma fonte do mercado que preferiu não se identificar.

Outro negócio que pode abrir boas perspectivas para a companhia é com a Claro para fornecimento de ERBs na região Norte.

A companhia foi anunciada como fornecedora da rede de core para a infraestrutura 4G da Oi, além da Claro e da Sky (com TD-LTE). No entanto, a empresa não confirma a informação de que mantém conversas avançadas com Vivo e TIM e muito menos sobre a probabilidade de anunciar em breve o negócio com a Claro na região Norte. Oficialmente, a Nokia Siemens diz apenas que “negocia para ter estes contratos”.

LTE em 1,8 GHz

Embora tenha se esquivado do assunto, o diretor de tecnologia da Nokia Siemens, Wilson Cardoso, disse a este noticiário que o trunfo para ganhar uma fatia dos contratos ainda indefinidos pelas operadoras é o fato de a empresa colocar no mercado ERBs capazes de fazer LTE tanto em faixas de 2,5 GHz quanto nas frequências de 1,8 GHz — espectro utilizado atualmente pelo GSM. “Podemos fazer 4G nesta faixa sem prejudicar o GSM e, de certa forma, até com ganho de qualidade”, comenta.

Segundo Cardoso, esse ganho de espectro em 1,8 GHz ocorre porque os equipamentos que a companhia pretende comercializar são capazes de compactar o uso de voz, liberando espaço para se fazer LTE.

Para as operadoras, a adoção deste tipo de solução em suas redes de quarta geração é benéfico porque gera economia em termos de cobertura, uma vez que na faixa de 1,8 GHz é possível cobrir uma área de 5 km², enquanto em 2,5GHz é possível levar sinal a uma área de 1,8 km². “A ideia é usar a faixa de 1,8 GHz para trazer mais cobertura, enquanto no 2,5 GHz dá para atender melhor aos centros de maior densidade”.

Sobre a possibilidade de haver entraves regulatórios ao uso do 1,8 GHz para se fazer LTE, Wilson Cardoso, afirmou que não vê problemas. “A Anatel não vincula tecnologia ao 1,8GHz”. Outra vantagem de se usar este espectro para o 4G é a quantidade de terminais disponíveis para esta frequência: hoje há mais de 200 aparelhos lançados para funcionar LTE nesta faixa.

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