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5G: governo quer rede privativa móvel, fixa e com criptografia

A rede privativa para uso do governo federal que será colocada como compromisso do leilão de 5G deverá contar com serviços móveis, fixos e de criptografia, segundo informações enviadas pelo Ministério das Comunicações (MCom) à Anatel.

Especificações mínimas sobre o projeto foram reportados nesta sexta-feira, 24, pelo conselheiro da agência, Moisés Moreira. Até então, a ausência de detalhes sobre a rede privativa era um dos pontos que chamaram a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU) e do próprio Moreira, que pediu vista do edital de 5G na semana passada.

Na reunião desta sexta, o edital foi aprovado com votação favorável ao relatório do conselheiro vistante. O leilão deverá acontecer no próximo dia 4 de novembro.

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Segundo Moreira, o MCom esclareceu três obrigações gerais para a infraestrutura de uso exclusivo da administração federal: uma rede móvel limitada ao território do Distrito Federal, uma rede fixa para atendimento de órgãos públicos federais complementar à infraestrutura já existente e funcionalidades de criptografia.

A rede móvel no Distrito Federal deverá ter tecnologia igual ou superior ao 4G LTE Release 10 e vai operar inicialmente na faixa de 703-708 MHz e 758-763 MHz. A cobertura no aeroporto e principais rodovias do DF está prevista, bem como:

  • o dimensionamento de rede que permita 150 mil terminais de usuários;
  • a redundância de equipamentos inclusive no core de rede;
  • a possibilidade de integração com sistemas legados da segurança pública ou Forças Armadas;
  • e cinco níveis diferentes de segurança diante de ameaças.

No caso da rede fixa, há a previsão de atendimento a todas as capitais de estados e o DF, passando por elementos como backhaul, redes metropolitanas, redes de acessos, pontos de presença de rede e equipamentos terminais.

A parte de acesso fixo deverá ser dimensionada para atender 6,5 mil pontos de governo, sendo 80% com as novas redes ópticas e 20% podendo ser atendidos via terceiros. Em cada ponto de governo deverá ser disponibilizado link com capacidade mínima de 100 Mbps. A aquisição e instalação de core SD-WAN também será exigida.

Por sua vez, as funções de criptografia devem envolver enlaces para a rede privativa, até 80 mil dispositivos criptografados para usuários e uma plataforma de orquestração para gerenciamento dos recursos.

A proposta de Moreira aprovada pelo conselho é que as especificações sejam incluídas no edital de 5G na forma de um anexo, garantindo clareza sobre a tarefa. Assim como a rede óptica na Amazônia (o PAIS) e limpeza do 3,5 GHz, a rede privativa do governo ficará a cargo da EAF, devendo consumir cerca de R$ 1 bilhão em recursos.

A infraestrutura deverá seguir diretrizes definidas pelo MCom junto a órgãos de segurança como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), inclusive a respeito de eventuais limitações a fornecedores.

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