Lucro da Telefônica/Vivo cai 15,8% e fecha trimestre em R$ 914,2 milhões

A Telefônica/Vivo reportou uma queda de 15,8% no lucro líquido do segundo trimestre de 2013 em comparação com igual período de 2012, encerrrando junho último em R$ 914,2 milhões. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 16,7% na comparação anual entre trimestres, para R$ 2,57 bilhões; e a margem EBITDA ficou em 30,3%, 7,2 pontos percentuais menor do que o registrado em junho do ano passado.

De acordo com informações divulgadas no balanço, os resultados foram impactados pelo relançamento da operação de DTH, pelos esforços para retenção da base fixa e pela limpeza da base móvel pré-paga. Os custos operacionais aumentaram 14,9% na comparação com o segundo trimestre de 2012, para R$ 5,92 bilhões, com destaque para o aumento de 13,9% nas despesas com comercialização dos serviços e de 33,8% no custo das mercadorias vendidas, associado principalmente à venda de smartphones e maior volume de equipamentos associados a contratos corporativos e de pequenas e médias empresas.

A receita operacional líquida consolidada foi de R$ 8,49 bilhões no trimestre, aumento anual na comparação com o mesmo período de 2012 de 3%. A receita líquida do negócio móvel aumentou 8% na mesma base de comparação, para R$ 5,54 bilhões, impulsionada pelo aumento de 24,7% na receita de dados e SVA (que somou R$ 1,68 bilhão) e uma alta de 90,6% na receita líquida de aparelhos (R$ 321,2 milhões), puxada pela venda de smartphones.

A receita operacional do negócio fixo, por sua vez, recuou 5,2%, para R$ 2,95 bilhões. A receita de voz e acessos fixos teve uma queda anual de 9,5% (para R$ 1,56 bilhão) impactada pela substituição fixo-móvel e pela redução das tarifas de chamadas fixo-móvel (VC). Já as receitas de TV por assinatura recuaram 24,3% no período, para R$ 114,1 milhões em consequência da desconexão de clientes MMDS.

O trimestre foi marcado ainda pela venda de torres que geraram receitas de R$ 79,6 milhões.

A Telefônica/Vivo encerrou junho com uma dívida bruta de R$ 8,991 bilhões, 63,7% maior que no segundo trimestre de 2012 por conta, principalmente, de emissões de debêntures de R$ 2,0 bilhões em setembro do ano passado e de R$ 1,3 bilhão em abril deste ano. Compensada pela geração de caixa da empresa e por aplicações, a dívida líquida está em R$ 523,6 milhões e apresenta uma relação sobre o EBITDA de 0,04x.

Dados operacionais

A empresa chegou ao final de junho com 76,2 milhões de acessos móveis, dos quais 27,1% pós-pagos, aumento de 4,5 pontos percentuais em relação a junho de 2012. Com o crescimento nas receitas de dados, a receita média por usuário (ARPU) chegou a R$ 22,8, alta de 4,1% em relação ao registrado entre abril e junho do ano passado.

Os acessos de voz fixa, por sua vez, recuaram 1,9%, para 10,566 milhões de acessos. A perda de 340 mil acessos fixos residenciais foram parcialmente compensados pela adição de 143 mil acessos corporativos na comparação anual entre trimestres.

A banda larga fixa cresceu 3,2%, para 3,837 milhões de conexões ao fim de junho, com 84 mil adições líquidas no segundo trimestre, 80% das quais acima de 4 Mbps. As conexões via fibra (FTTH) já somam 145 mil acessos.

Já o número de acessos de TV paga caiu 17,4%, para 537 mil, impactado pela desocupação da faixa de 2,5 GHz e o consequente desligamento de clientes do MMDS.

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