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‘Tem clientes na fila esperando regulamentação da rede privada’, diz CEO da V2Com WEG

Guilherme Spina, CEO da V2Com, durante o Teletime TEC 2021

Os modelos de redes privadas em 5G deverão começar a sair do laboratório e ir a campo em 2022, junto com a disponibilidade do espectro e as novas regras para uso secundário. Sobretudo, haverá maior disponibilidade de ecossistema e capacitação, com base nos casos de uso que já estão sendo trabalhados no momento, como da mineradora Vale e da fornecedora Nokia.

O CEO da V2Com WEG, Guilherme Spinna, diz que a demanda por redes privadas será “altíssima”. A empresa está já trabalhando no projeto piloto com a ABDI e a Anatel para testes de redes em padrão standalone e não standalone. “Tem clientes na fila esperando para saber quando vai sair o regulamento da Anatel, para avançar com a estratégia”, declarou ele durante o evento Teletime TEC nesta segunda, 24 (o evento continua na terça-feira, 25).

Do ponto de vista do mercado, ajuda a calcular o retorno de investimento, o que faz a diferença para justificar a tomada de decisão. Os modelos de uso, contudo, já estão mostrando que é possível adotar a evolução tecnológica.

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Segundo Spinna, o custo para implantar uma rede privada 5G “não é tão maior do que com 4G”. Por isso, quem começar a montar uma infraestrutura agora já deveria pular para a geração mais recente. Ele lembra que o padrão no Release 16 incorpora funcionalidades para conectividade de Internet das Coisas, o que proporcionaria transição mais suave. 

Vale

A Vale já conta com diversas experiências em redes privadas. A primeira foi na Malásia, em parceria com operadora privada, seguida então de implantações em minas no Canadá. No Brasil, a companhia explorou casos de uso em meados de 2017, ainda com 4G, para finalmente decidir por projeto com parceria com a Vivo e Nokia

Este projeto tem como objetivo migrar sistemas autônomos da rede legada WiMAX para o 4G em Carajás (PA). A nova plataforma, mais moderna, permite a dinâmica de remanejamento de unidades de acordo com o planejamento. Com o 5G, a previsão é que isso seja ainda mais ágil e seguro, aumentando a produção.

Segundo o gerente global de telecom da mineradora, Mário Azevedo, “o assunto de conectividade nunca esteve tão em voga na agenda estratégica da Vale”. Junto com a Nokia e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a empresa está estabelecendo um laboratório de 5G em São Paulo. “A gente espera explorar alguns casos de uso no segundo semestre”, destaca.

A intenção da companhia é chegar a outras minas no Brasil além dos Carjás, e “toda a parte de geotecnia para criar rede redundante para monitoramento de barragens e outras estruturas como cavas, pilhas etc.” 

Para tanto, há um desafio de infraestrutura, uma vez que as 45 plantas (divididas em 15 complexos) no País ficam em áreas remotas, com dificuldade até mesmo de energia. Mesmo assim, Azevedo diz que a Vale está “buscando entender oportunidades do 5G”, especialmente com a possibilidade de uso em tempo real para acompanhamento da planta (como o de movimentação). 

Nokia

Com experiência de 260 clientes pelo mundo, a Nokia é ma grande defensora da regulação, tecnologia e mercado para as redes privadas. O CTO da empresa para a América Latina, Wilson Cardoso, diz que o 5G permite maior disponibilidade com maior redundância de conectividade a partir de um sensor.

Assim, a intenção é agregar serviços como analytics, edge computing e inteligência artificial para ir além da mera proposta de conectividade. Ele lembra que, embora o Release 15 já permita uma implantação imediata (a depender da disponibilidade de frequência) do 5G, a versão mais atual, o Release 16, traz o suporte a maior quantidade de sensores simultâneos e as possibilidades de latência menor para aplicações de maior integração. 

E em um momento posterior, Cardoso propõe que o “grau máximo de produtividade” poderia ser conseguido por meio do compartilhamento. “Vai acontecer quando a gente integrar todas as redes privadas num conceito de rede única”, declara. Segundo o executivo, isso duplicará o valor dessas infraestruturas, promovendo descentralização da produção em série e em massa. O conceito segue a “lei de Metcalfe” – proposta pelo coinventor da Ethernet, Robert Metfalce, e que sugere que o valor das redes aumenta na proporção de múltiplo com o crescimento na quantidade de dispositivos interconectados. 

A capacitação é outra questão. Wilson Cardoso explica que a aplicação de modelos internacionais no Brasil nem sempre será possível, o que demanda a criação de mão de obra especializada. “Para tudo isso, vamos precisar de muita gente para possibilitar a criação desses ecossistemas, o grande truque é criar.”

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