Mastercard cria índice mundial de m-payment: Brasil pouco acima da média

A Mastercard criou um índice mundial para medir quão preparado está cada país para a adoção de serviços de pagamentos móveis. O Mastercard Mobile Payments Readiness Index (MPRI), como foi batizado, varia de 0 a 100 e considera mais de 50 variáveis, como aceitação dos consumidores para três tipos de serviços móveis (m-commerce, transferência de valores entre celulares e pagamento no ponto de venda via celular), regulamentação, infraestrutura de telecomunicações e de NFC, eficiência e penetração de serviços financeiros etc. Foram avaliados 34 países, dentre os quais o Brasil. A média mundial do índice foi de 33,2. A liderança ficou com Cingapura (45,6), seguida de Canadá (42) e EUA (41,5). Nenhum país atingiu ainda o ponto de inflexão, que a Mastercard considera que estaria nos 60 pontos.

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O Brasil ficou pouco acima da média mundial, com 33,4 pontos, ocupando a 16ª posição. Se considerada apenas a América Latina, o Brasil foi o melhor colocado. Os outros três países da região avaliados foram Colômbia (32,4), México (27,7) e Argentina (22,4), que, aliás, ocupa a última posição no ranking mundial.

O que pesou negativamente na pontuação brasileira foi um ambiente regulatório pouco favorável. O estudo, contudo, não entra em detalhes sobre a questão. Por outro lado, o relatório elogia a construção de alianças entre bancos e operadoras móveis locais como fator positivo e cita especificamente a experiência da Paggo.

Faz parte do estudo uma pesquisa que perguntou aos consumidores de cada país se eles estão familiarizados, se têm interesse em conhecer e/ou se efetivamente usam três tipos de serviços de pagamentos móveis (m-commerce, compra com celular no ponto de venda e transferência de valores via celular). No Brasil, 19% dos consumidores disseram estar familiarizados com soluções de m-commerce; 14%, com uso do celular para compras no ponto de venda; e 11% com transferências de valores entre usuários via celular. As médias mundiais foram de 20%, 11% e 16%, respectivamente.

Entre os entrevistados brasileiros, 22% se disseram interessados em experimentar serviços de m-commerce; 19%, compras com celular no ponto de venda; e 12%, transferências financeiras entre usuários via celular. Neste caso, as médias mundiais foram de 21%, 17% e 19%, respectivamente.

Por fim, 12% dos brasileiros disseram que efetivamente utilizam m-commerce; 7% fazem compras com celular no ponto de venda; e 8% realizam transferências de valores via celular. No mundo, os percentuais foram de 9%, 5% e 8%.

De acordo com o relatório, o consumidor brasileiro interessado em serviços de pagamentos móveis tende a ser homem e jovem (de 18 a 34 anos).

O estudo completo e a comparação entre os países encontram-se disponíveis no site do MPRI.

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