Qualcomm registra forte crescimento nas receitas, mas lucro líquido cai

Com o mercado aquecido para smartphones, a Qualcomm registrou bons resultados nas receitas durante o segundo trimestre do ano fiscal de 2013, encerrado no dia 31 de março. Mas o anúncio do balanço financeiro da fornecedora, divulgado nesta quarta-feira, 24, mostra que a companhia na verdade teve um lucro líquido menor do que em 2012, na comparação de trimestres.

O lucro operacional da empresa foi de US$ 1,877 bilhão no trimestre, alta de 23,98%. No acumulado do ano foi de US$ 3,966 bilhões, alta de 29,35%. No entanto, o lucro líquido ficou 15,28% menor, fechando o trimestre com US$ 1,863 bilhão (contra US$ 2,199 bilhões no mesmo período de 2012). Ainda assim, o acumulado do ano mostrou leve alta de 4,79%, fechando o semestre com US$ 3,766 bilhões.

A receita foi de US$ 6,124 bilhões, crescimento de 23,89% em relação ao segundo trimestre do ano passado. No acumulado de seis meses do ano fiscal, a companhia registrou receitas de US$ 12,143 bilhões, alta de 26,16% em relação a igual período do ano anterior. As receitas em equipamentos e serviços continuaram a ser as mais significativas, somando no trimestre US$ 3,990 bilhões e US$ 8,189 bilhões no semestre. Com licenças, as receitas ficaram em US$ 2,134 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2013 e US$ 3,954 bilhões nos seis meses.

A empresa abasteceu o mercado com 173 milhões de chips de modems (MSM), crescimento de 14% no comparativo com 2012, mas queda de 5% em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2013. As vendas de devices em dezembro totalizaram US$ 61,1 bilhões, crescimento de 18% no ano e 15% com o 1T13. Em se tratando de dispositivos 3G e 4G, o mercado foi abastecido com de 279 milhões a 283 milhões de unidades, com o preço médio de venda entre US$ 214 e US$ 220.

Problemas políticos

O chairman e CEO da Qualcomm, Paul Jacobs, afirmou que está ansioso por ver uma maior adoção nos modelos de processadores Snapdragon 600 e 800, além de esperar "um crescimento saudável em devices 3G e multimodos 3G/4G pelo mundo" – tanto que a companhia aumentou os guidances. Em conferência com analistas, Jacobs se manteve positivo em relação ao ritmo da empresa. "Acreditamos que nosso crescimento vai se manter intacto, chegando a 1,7 bilhão de smartphones vendidos em 2017", disse. A companhia destacou os negócios de licenciamento de CDMA no mercado chinês, embora tenha reconhecido alguns entraves. "Temos tido problemas com companhias locais por conta das políticas sensíveis de lá, mas há algumas tendências que ajudam a reduzir o problema", disse Jacobs.

A companhia também ressaltou a parceria com a operadora China Mobile, que anunciou planos de expandir para a tecnologia LTE-TDD. Segundo o COO, Steve Mollenkopf, a empresa não vê estagnação no mercado 4G. "Provavelmente estamos no começo da rampa do LTE-TDD", explica, observando ainda uma transição significativa do 2G para o 3G, especialmente em mercados emergentes.

A Qualcomm reconhece ainda que o fornecimento de chipsets para tablets foi aquém do previsto. "As taxas não têm sido tão altas quanto esperávamos, mas acho que estamos vendo alguns sinais de que a tendência de crescimento esteja voltando. Vemos mais demanda para telas menores, com sete polegadas, porque as pessoas tendem a carregar consigo", explicou Mollenkopf. Segundo ele, as operadoras também estão ajudando a reaquecer o mercado, oferecendo planos de dados. "Acho que fizemos nossa parte e não há nenhuma necessidade de mudança adicional para estimular esse mercado".

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