Hispasat avança na receita, mas imprevistos provocam queda no lucro

O grupo Hispasat registrou receita de 228,9 milhões de euros em 2016, um aumento de 4,2% em relação ao ano anterior, informou a operadora de satélites espanhola nesta sexta, 24. Considerando somente a receita por capacidade espacial, o total foi de 225,5 milhões de euros, com o mesmo percentual de aumento do grupo. Na distribuição geográfica, 64,6% do faturamento nesse segmento foi das Américas, enquanto os 35,4% restantes foram da Europa e do norte africano.

Obteve lucro operacional consolidado de 99,9 milhões de euros, um avanço de 8,1% por conta de menores custos de amortização. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (EBITDA) foi de 175,7 milhões de euros, o que representa queda de 1,8%. A margem operacional foi de 76,7%. A operadora atribui a redução ao impacto de despesas extraordinárias relacionadas à contratação de um gap filler para adiantar a prestação de serviços na posição orbital 36º Oeste até que o Hispasat 36W-1 seja remanejado. Segundo a empresa, sem essas despesas, a margem EBTIDA seria de 81,2%.

O lucro líquido caiu 59,9% e ficou em 25,1 milhões. Não fossem as despesas extraordinárias e situação adversa da Hisdesat (na qual tem participação em capital), "em termos comparáveis", o lucro teria aumento de 33,4% (e total de 79,1 milhões de euros).

De acordo com a Hispasat, foram investidos 167,8 milhões de euros aos programas dos satélites 36W-1 (lançado em janeiro), Amazonas 5 e Hispasat 30W-6 (com lançamento previsto para 2017), além de projetos em produtos e serviços. A companhia afirma ainda que o backlog (contratação assegurada de capacidade satelital a longo prazo) atingiu 1,485 bilhão de euros, equivalente a 6,5x a receita anual da empresa.

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