Anatel quer adesão maior ao cadastro de celulares roubados

O presidente da Anatel, Juarez Quadros, quer a adesão dos estados ao Cadastro Nacional de Estações Móveis Impedidas (CEMI). Com o sistema, um celular furtado ou roubado pode ser bloqueado diretamente pelas vítimas nas delegacias de polícia, quando fazem a ocorrência, sem a necessidade de contato com as operadoras de telefonia.

Até o momento, apenas 12 estados adotam o sistema. Por conta disso, Quadros enviou correspondência às Secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal, apresentando argumentos de vantagens da adesão. Até o final de janeiro deste ano, o sistema permitiu o bloqueio de 7,8 milhões de aparelhos roubados ou furtados no País.

Antes de o sistema começar a funcionar nos estados, é feito um treinamento gratuito sobre o uso do mecanismo com as Secretaria de Segurança. E para que os órgãos de segurança possam acessar o CEMI é necessária também a assinatura de um termos de adesão. Com o cadastro, as polícias registram quais foram os terminais roubados diretamente na base de dados das operadoras. E as vítimas não precisam mais ir até as empresas para que seus aparelhos sejam bloqueados. A medida também vale para comerciantes, distribuidoras ou fabricantes de celular que tiveram sua carga de aparelhos roubados.

O sistema visa impedir o funcionamento destes celulares roubados em todas as prestadoras que atuam no Brasil e em outros países. A integração entre o CEMI  e o sistema da GSMA permitiu também uma comunicação entre a base brasileira de celulares bloqueados  com a lista dos aparelhos bloqueados em outros países. Ele é operado pela ABR Telecom e já está disponível em todo o País. Já adotaram o cadastro o Departamento de Polícia Federal e as secretaria de segurança do Rio de Janeiro, Espírito  Santo, e Minas Gerais, na região Sudeste; Roraima e Amazonas, no Norte; Bahia, Sergipe, Pernambuco e Ceará, no Nordeste; além do Mato Grosso e Goiás na região Centro-Oeste.

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