Nokia Siemens leva conteúdos para as base stations

Em conferência com jornalistas neste domingo, 24, o CEO da Nokia Siemens Networks, Rajeev Suri, anunciou um novo conceito de base station para redes móveis. Chamado de Liquid Application, esse novo conceito transforma uma base station convencional em uma plataforma em que conteúdos podem ser armazenados e distribuídos aos terminais móveis com o mínimo de tráfego entre os diferentes elementos da rede. A ideia é deixar conteúdos mais demandados e que geram grande volume de tráfego (vídeos, aplicações de realidade aumentada etc.) na própria célula que realiza o acesso final ao usuário. Com isso, diminui-se a latência nas aplicações, melhora-se o desempenho de bitrate e evita-se pressão sobre o backhaul e a rede de transporte. A plataforma também permite que os conteúdos e aplicações tirem proveito da localização dos usuários. Segundo Marc Rouanne, head de mobile broadband da NSN, a tecnologia funciona em base stations de outros fornecedores, mas "funciona de maneira muito mais completa" nas BTS da própria Nokia Siemens Networks.

Nessa linha, a NSN também anunciou uma parceria com a IBM para desenvolver uma plataforma computacional que se beneficie da nova arquitetura de distribuição dos conteúdos.

Resultados

Rajeev Suri comemorou os resultados da companhia nos últimos 12 meses, especialmente depois do anúncio da estratégia de turnover, em que a NSN se focou apenas em mobilidade e promoveu cortes radicais em sua estrutura (cerca de 17 mil postos de trabalho e o fechamento de mais de 200 escritórios). Segundo ele, os resultados são animadores e confirmam a previsão da NSN de que apenas três grandes fornecedores prevalecerão, sendo um deles a NSN, que hoje tem o segundo lugar em market share em redes LTE (17%).

Rajeev destacou que as redes LTE estão sendo implementadas em um ritmo nunca visto na indústria de mobilidade, superando todas as outras tecnologias em termos de conquista de novos usuários. "Os fundamentos da indústria são fortes e estamos animados com nossa estratégia".

Ele comentou a decisão da NSN de reduzir investimentos em pesquisa e desenvolvimento e disse que isso se deve aos desinvestimentos em outras áreas, mas que os recursos para pesquisa em mobilidade estão crescendo.

Hoje a NSN aposta nos mercados do Japão, Coreia e EUA como prioridade, mas, segundo Suri, os resultados na América Latina têm se mostrado bons e a empresa espera sair com uma posição fortalecida depois que as operadoras da região finalizarem seus processos de decisão de fornecedores.

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