Em Davos, 40 líderes empresariais se comprometem com proposta da GSMA para ética na era digital

The Forums Logo is seen in this Picture taken at the Annual Meeting 2019 of the World Economic Forum in Davos, January 20, 2019. Copyright by World Economic Forum / Benedikt von Loebell

Quarenta líderes de empresas de telecomunicações e tecnologia se tornaram signatários de compromisso ético proposto pela GSMA (associação global que representa operadoras e fabricantes da indústria móvel) durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suiça. Entre as empresas que assinaram a chamada Declaração Digital estão Telefónica, Ericsson, Huawei, Nokia, IBM, LG, Samsung, Sony, Verizon, Vodafone, Deutsche Telekom, KT, China Telecom, China Mobile e o Mobile World Capital Barcelona.

Os princípios contidos no documento incluem o respeito a privacidade de clientes, o manejo de dados pessoais de forma transparente, a tomada de medidas que mitiguem ameaças cibernéticas, o combate ao assédio online e iniciativas de inclusão digital. Vale ressaltar o item de "responsabilidades", na qual as empresas e a associação pedem pela "accountability" entre todos. Da mesma forma, declaram que as políticas devem ser "aplicadas igualmente por todo o cenário digital" para alcançar metas específicas, além de inovação e investimento para benefício do consumidor. Na prática, trata-se do pedido de nivelamento das regras do jogo para as empresas over-the-top (OTTs).

Para o diretor-geral da GMSA, Mats Granryd, "aqueles que resistirem às mudanças podem esperar uma desconfiança cada vez maior de acionistas, reguladores e clientes." De acordo com Granryd, o compromisso é ainda mais relevante em frente à iminente chegada do 5G. "Estamos prestes a entrar na era 5G, que irá despertar novas possibilidades para clientes e promessas de transformar os modelos de praticamente todos os negócios".

Já o CEO e chairman da Telefónica, José María Álvarez-Pallete, afirmou que a assinatura do compromisso indica um setor empresarial disposto a "aceitar nossa responsabilidade e reivindicar uma declaração digital de direitos que ajude a amenizar qualquer impacto da tecnologia sobre nossas vidas".

 

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