Oi sofre impacto de R$ 2 bilhões após desvalorização cambial em novembro

Os administradores da Recuperação Judicial da Oi, a assessoria empresarial PricewaterhouseCoopers (PwC) e o escritório de advocacia Arnoldo Wald, divulgaram na noite da segunda-feira, 23, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o relatório mensal de atividades da companhia referente a novembro. A constatação é de que as dívidas em moeda estrangeira e "ausência de instrumentos financeiros para proteção cambial" deixaram a Oi exposta à desvalorização do Real de 6,78% e 3,42% frente ao dólar e ao euro, respectivamente, o que resultou em um impacto negativo de R$ 2,076 bilhões no resultado financeiro em novembro. No campo operacional, a PWC e o Wald não destacam nenhum acontecimento que tenha causado impacto significativo além do cambial.

Com isso, a companhia em RJ registrou um prejuízo consolidado de R$ 1,394 bilhão em novembro. A receita operacional bruta foi de R$ 3,201 bilhões, uma redução de 10% em relação a outubro e que teria sido reflexo da "restruturação dos componentes tarifários de serviços telefônicos fixos e serviços de comunicação de dados, guiados pelo deslocamento de clientes para os novos planos telefônicos, cujas faturas são simplificadas".  A receita líquida de vendas de bens e/ou serviços foi de R$ 1,827 bilhão. As despesas operacionais foram de R$ 510,8 milhões. No período, a receita de telefone fixo e banda larga foi reduzida em R$ 62 milhões após queda na base, totalizando R$ 1,021 bilhão e R$ 766 milhões, respectivamente. Na telefonia móvel houve aumento de R$ 10 milhões, totalizando R$ 1,042 bilhão. A remuneração por uso da rede aumentou R$ 5 milhões e ficou em R$ 84 milhões.

No período encerrado em 30 de novembro, a Oi apresentou caixa e equivalentes de caixa (curto e longo prazos) de R$ 6,848 bilhões, um aumento de R$ 400 milhões em relação a outubro. Os ativos circulante de R$ 21,333 bilhões e não circulante de R$ 58,469 bilhões totalizaram R$ 79,803 bilhões. A empresa teve variação negativa de R$ 138 milhões (7% frente ao saldo em outubro) em decorrência de pagamento mensal do Fistel (R$ 62 milhões), adiantamento realizado a fornecedores de Capex (R$ 14 milhões), entre outros. Os administradores judiciais destacam também a determinação pela justiça de bloqueio de R$ 14 milhões referentes à Anatel (mas a área jurídica da Oi já iniciou processo para desbloqueio do valor). 

Houve ainda aumento de R$ 103,7 milhões no saldo de investimentos em novembro, explicados por subsidiárias não envolvidas no processo de RJ, como resultado positivo de R$ 222 milhões referentes à participação da Oi na PT Participações devido à apreciação do euro; lucro de R$ 68 milhões pela Oi Internet; resultado negativo de R$ 168 milhões referente à variação de patrimônio líquido da Rio Alto; e prejuízos de R$ 13 milhões e R$ 11 milhões registrados na Serede e na Paggo Empreendimentos.

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