Nokia Siemens registra alta de 5% nas vendas mundiais no último trimestre

A Nokia Siemens Networks (NSN) teve seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2012 divulgados nesta quinta-feira, 24, junto com os demais dados do Grupo Nokia. A companhia registrou 3,988 bilhões de euros em vendas líquidas no mundo, alta de 5% em relação ao mesmo período de 2011. O destaque foi para a região Ásia-Pacífico, que passou a Europa como principal mercado da NSN com 1,176 bilhão de euros nos três últimos meses do ano passado, alta de 29% em relação ao ano anterior. A Europa registrou pouco menos, 1,058 bilhão de euros, recuo de 17%.

A América Latina teve ligeira alta, fechando o trimestre com 524 milhões de euros, alta de 3% em relação a 2011. No Brasil, a Nokia Siemens Networks fornece equipamentos e soluções para a infraestrutura de redes LTE da Oi, Claro e TIM.

A companhia atribui a alta geral à grande demanda de serviços e equipamentos de infraestrutura. Algumas áreas de negócios tiveram queda nas vendas, mas a Nokia Siemens afirma que foram em setores que fogem do foco de atuação da empresa. A alta na região da Ásia-Pacífico se deu por conta de um grande crescimento nas vendas de serviços e equipamentos de infraestrutura no Japão. Mesma tendência aconteceu na América do Norte, enquanto a Europa Ocidental acabou tendo um desempenho mais fraco.

O bom comportamento do mercado latino-americano também se refletiu na margem bruta, que alcançou a taxa de 36% nos últimos três meses de 2012, pouco menos de sete pontos percentuais em relação ao 4T11. Mas, embora a performance no Japão tenha sido particularmente eficaz, a NSN reconhece que a margem aumentou também por conta do comportamento sazonal das vendas e pelos cortes de custos nas produções e na força de trabalho.

No final de 2011, a companhia anunciou reestruturação e a intenção de focar em serviços de banda larga móvel. De lá pra cá, a companhia já demitiu 15.300 funcionários, sendo 2.200 somente neste último trimestre de 2012. A Nokia Siemens quer agora reduzir os gastos operacionais anuais e despesas gerais de produção em mais de 1 bilhão de euros até o final de 2013 em comparação com o fim de 2011. A empresa afirma ainda ter economizado aproximadamente 1,3 bilhão de euros desde que começou seu programa de reestruturação.

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