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Redes dedicadas ganham impulso com 5G, mas modelos de parcerias devem prevalecer

Especialistas que participaram o Teletime TEC nesta terça-feira, 23, reconhecerem que a tecnologia de 5G pode, potencialmente, ampliar as possibilidades de redes dedicadas ou privativas para o mercado corporativo, mas esse não é um caminho simples e, por isso, a tendência é que empresas de telecomunicações atuem como parceiras dos segmentos empresariais que precisem de conectividade.

Helio Oyama, Director Product Management da Qualcomm, pontua que há novas aplicações que só o 5G pode proporcionar, como aplicações de realidade aumentada e virtual. “Os óculos de realidade virtual realmente precisam de baixa latência, o ideal seria em torno de 15 a 20 milissegundos. Apesar de ainda não sabemos todos os casos de uso, mas certamente teremos uma grande oportunidade para incrementar e inovar”, exemplificou o executivo no evento.

Para o CEO da V2Com/WEG, Guilherme Spina, o 5G chega com um pacote de tecnologias que permitem uma série de novas utilidades. “Há de fato uma transformação da infraestrutura. Agora, usa-se software para fazer tudo. E acho que as operadoras incumbents vão incorporar ofertas de serviços para além da conectividade”, afirmou Spina. Ele também apontou que a forma do leilão organizado pela Anatel permitiu uma harmonia entre as frequências e várias possibilidades para o mercado, com a possibilidade de abertura de oferta de espectro no mercado secundário.

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O gerente de dados da Oi Soluções, Renato Simões, acredita que o desafio hoje para as operadoras não é mais a oferta apenas de conectividade, e sim garantir serviços inovadores com o 5G. E isso exige, por exemplo, uma atenção maior na segurança. Ele também concorda que a oferta do serviço de conectividade deixará de ter uma atuação principal.

Verticais

Guilherme Spina, também destacou que o 5G vai trazer impactos diretos para diversos setores econômicos, e não somente para a indústria. “Já estamos trabalhando algum tempo para entender qual o impacto do 5G nesse processo de digitalização não somente na indústria, mas para diversos procedimentos econômicos”, afirmou.

Para Diego Aguiar, head de Inovação da Vivo, o ponto alto da nova tecnologia serão as redes criadas com a possibilidade do slicing de rede, que deverão atender demandas especificas de cada cliente. “É algo muito novo. E por isso, é preciso entender que poucos clientes ainda precisam entender suas finalidades. Ainda é difícil sintetizar sua aplicação, os endereçamentos e de que forma implemento”, afirmou o executivo.

Na sua avaliação, não há modelagem de negócio certa ou errada ainda, porque é preciso definir e saber qual foco o cliente vai querer dar para essa nova tecnologia. “Por isso, uma consultoria desde o momento de implantação até o uso da rede é importante. Não existe certo ou errado, mas sim, é preciso conhecer qual estratégia o cliente quer. Estamos no começo, e isso permite trazer muita coisa boa e inovadora para esse modelo de serviço”, afirmou. Ele afirmou ainda que a operadora criou uma nova companhia dentro do grupo, para pensar recursos dedicados à verticais. “Queremos que esta nova companhia pense em como construir soluções para cada cliente, a partir de demandas específicas de cada um”, disse.

Para o diretor executivo de marketing e negócios da Embratel, Marcello Miguel, há algum tempo as empresas de telecomunicações já estão trabalhando para desenvolver conhecimento e capacidade de desenvolvimento de soluções para diferentes nichos de mercado, mas as parcerias seguem importantes. Segundo ele, não é possível desenvolver soluções sem atuar em parceria com os clientes.

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