Claro lança chip co-brand do Magazine Luiza

A Claro e o Magazine Luiza começam hoje a vender SIMCards de telefonia móvel numa ação co-branded, onde  a varejista oferecerá sua estrutura de vendas e a marca que tem forte presença entre as classes C e D, enquanto a operadora atuará com o fornecimento de rede e conectividade.

Embora o modelo de negócios adotado para o chip Luiza ainda esteja longe do conceito de operadora móvel virtual (MVNO), a parceria nesta empreitada pode se tornar num futuro breve a porta de entrada do Magazine Luiza neste mercado.

Diretor de marketing da rede de lojas, Frederico Trajano afirma que tornar-se uma MVNO não está totalmente fora dos planos da varejista. “Podemos atuar desta maneira quando houver uma estabilidade do serviço entre as operadoras. Agora, ainda acho arriscado colocar nossa marca diretamente relacionada com a prestação deste serviços (telecomunicações)”, explica.

Estratégia

O foco desta empreitada é o público do celular pré-pago e o modelo de negócios adotado para o chip Luiza é idêntico ao praticado na venda dos SIMCards que levam o nome da operadora. A diferença está na aproximação entre o cliente e a varejista, que além de ter seu nome o tempo todo no celular do cliente, poderá levar ofertas personalizadas através do celular.

Para o cliente, haverá também uma série de atrativos como acesso gratuito a redes sociais, ao site da Claro e do Magazine Luiza, entre outros. Mas, quando o cliente acessar outros sites, terá debitado R$ 0,50 por dia de uso da franquia de Internet.

A intenção de ambas as empresas é que em 12 meses sejam vendidos ao menos um milhão de chips, quantidade modesta para uma rede de lojas que tem mais de 28 milhões de clientes cadastrados e ao menos 10 milhões deles ativos.

A diretora de serviços de valor agregado da Claro, Fiamma Zarife, explica que é a operadora quem gerencia a rede e presta o serviço ao cliente. “O Magazine é comissionado com a venda dos chips e com recargas feitas na loja”. Ou seja, se o cliente fizer a recarga de créditos numa banca de jornal, por exemplo, é o jornaleiro quem terá participação naquela recarga, e não a rede de varejo.

A integração dos menus e a tecnologia do chip é da Gemalto. Entre as funcionalidades exclusivas está a possibilidade de o cliente se cadastrar com o CPF e o nome para ter acesso às promoções da varejista. Elas serão disponibilizadas em um menu para a consulta do usuário e, eventualmente, por SMS. Neste último caso, o cliente precisará autorizar o envio das mensagens.

Contexto

Esta não é a primeira vez que a Claro se une a uma marca para lançar um chip de celular co-branded. Em 2010, a empresas anunciou o "Chip do Timão", SIMCard que levava a marca do time de futebol Corinthians. À época, a iniciativa se deu em parceria com a Titans Group. Outra experiência anterior foi com a Rede Canção Nova.

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