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No conselho de administração, Ricotta quer ajudar Highline na estratégia do 5G

Foto: Pixabay

A chegada do ex-presidente da Ericsson Brasil, Eduardo Ricotta, ao conselho de administração da Highline, anunciada nesta quinta-feira, 23, procura demonstrar o interesse da companhia em participar do leilão do 5G. Afinal, não é por acaso que a empresa de infraestrutura confirmou a presença de um executivo de experiência de décadas em telecomunicações justamente quando o edital está prestes a ser aprovado na Anatel – se tudo der certo na sexta-feira, 24.

Em conversa com TELETIME, Ricotta contou que levou algum tempo para se sentir à vontade para voltar ao mundo de telecomunicações. Atualmente presidente da empresa de energia renovável Vestas, o executivo chegou a recusar outros convites, mas entendeu que a chegada do leilão do 5G seria uma boa deixa para atuar no conselho de administração da Highline. Isso foi inclusive acordado com a Vestas, onde permanece na liderança para a América Latina.

A ideia é que ele ajude o plano estratégico da companhia de infraestrutura. “Vou colocar todo o conhecimento que tive para ajudar a desenvolver e trabalhar em escala”, declarou. “Acho que esse é o papel como conselheiro e estou bem feliz de poder participar do momento que tanto trabalhei para ajudar a criar com modelo correto, obrigações em vez de cobrar o preço [cheio] das frequências.”

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Para Ricotta, na escolha da Highline pesou também o foco em infraestrutura digital da companhia, que conta com o suporte – inclusive financeiro – da controladora DigitalBridge (antes chamada Digital Colony). “Estou chegando para ajudar no 5G, mas vai depender das condições do leilão. O time da Highline está trabalhando há mais de um ano nisso”, afirma, mencionando que ainda aguarda a decisão da Anatel a respeito das condições finais

5G

Ainda na Ericsson, Eduardo Ricotta falava que o País tinha necessidade de ter um “plano nacional de 5G”. O executivo continua com essa crença, afirmando que o acesso à frequência e as questões relativas à segurança cibernética poderiam compor um arcabouço para que as empresas possam acelerar a adoção da tecnologia com maior estabilidade e previsibilidade. 

“Há uma demanda gigantesca por infraestrutura digital em geral, e eu acho que o 5G vai contribuir demais para a universalização dos serviços, seja nos grandes centros ou na zona rural”, coloca. “O propósito da Highline é ter uma proposta similar ao que se vê na fibra, com compartilhamento”, pontua.

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