Com pandemia, Lumen registra em agosto melhor mês de vendas em 23 anos

Lumen, antiga CenturyLink

Em meio à pandemia do coronavírus, a Lumen Technologies (nova marca da CenturyLink) observou uma explosão de crescimento de demanda por conectividade e serviços digitais. A empresa precisou invocar a capacidade de adaptação para lidar com as rápidas mudanças, inclusive no próprio funcionamento. Especialmente entre abril e maio, a companhia precisou migrar para trabalho remoto, ao mesmo tempo em que procurava mitigar o impacto também nos clientes, que por sua vez passaram a exigir mais capacidade para aplicações como streaming e videoconferência. 

O resultado veio de forma exponencial. "Se a gente pega os últimos três meses – junho, julho e agosto -, batemos recordes de venda. O último mês de agosto foi o melhor mês da companhia nos últimos 23 anos", contou ao TELETIME o VP de vendas e presidente da operação da Lumen Technologies no Brasil, Marcos Malfatti. Somente em vendas, no acumulado do ano até agosto e em comparação com mesmo período de 2019, houve aumento de 30%. 

Para atender a toda essa demanda, a empresa deverá precisar de um Capex reforçado. Na semana passada, Malfatti esteve em reunião com o conselho de administração da empresa, no qual foram mostrados resultados de agosto (ainda não divulgados). "Vamos ter crescimento de investimentos. Para dar ordem de grandeza, comparativamente com mesmo período do ano passado, será um crescimento maior do que dois dígitos", destaca.

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Assim, o objetivo é crescer em infraestrutura e também em força de trabalho. Malfatti coloca: "Não demitimos um único funcionário por causa da pandemia no Brasil. Pelo contrário, expandimos atividades – pessoas, vendas e clientes – em Minas Gerais, no Nordeste e Sul". A Lumen tem pouco mais de 2,5 mil clientes no Brasil, com operação voltada para o mercado corporativo.

CDNs e EAD

Segundo o executivo, a empresa entende que o momento da pandemia traz um peso grande e grave de crise humanitária, mas diz que houve geração de oportunidades. "No geral, tivemos um aumento muito grande de capacidade de Internet, conexão, serviços virtuais e em nuvem e de segurança", explica Marcos Malfatti. 

Boa parte da demanda é de grandes companhias de Internet, como Netflix, Google e Amazon, mas também de grandes operadoras. "Esses clientes compram bastante capacidade de CDN [redes de distribuição de conteúdo]. Temos uma série de clientes nacionais e internacionais, e estamos inclusive fazendo diversas ampliações", declara.

Além disso, recentemente, a Lumen fechou negócio com "algumas instituições de ensino a distância", um dos segmentos que também têm mostrado grande expansão durante a pandemia. "Eles têm procurado se aparelhar, e nós somos um dos grandes fornecedores."

Ajuda

Durante a pandemia, a Lumen procurou oferecer ajuda em alguns projetos. Em São Paulo, a companhia doou e instalou acesso à Internet com velocidade de 1 Gbps para o Hospital das Clínicas e a Santa Casa da Misericórdia no período de maio a novembro. 

Já na Argentina, a companhia doou acesso ao Hospital Posadas, em Buenos Aires, com capacidade de 100 Mbps. No Equador, em Quito, a companhia doou link dedicado também de 100 Mbps ao centro de atenção temporário "Quito Solidário". Nos Estados Unidos, instalou e doou conexão de 1 Gbps aos sistemas de defesa da estação área naval da base em Ilha Norte para o navio U.S. Naval Ship Mercy, em Los Angeles. 

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