Oi reafirma foco na venda de ativos non-core

Foto: Bruno do Amaral

A Oi reafirmou nesta segunda-feira, 23, estar dando "foco especial" ao plano de desinvestimento de ativos non-core para gerar liquidez de curto prazo, o que inclui, entre outros, a venda da participação na angolana Unitel. Com isso, pretende permitir a execução do plano de investimentos e a sustentabilidade desse Capex. A companhia comunicou ao mercado ainda que está "perseguindo opções estratégicas de futuro e trabalhando em diferentes iniciativas, com o objetivo de melhorar sua performance operacional e financeira, através de um modelo de negócio sustentável".

Além disso, a tele diz que está "analisando todas as alternativas à sua disposição e avaliando continuamente oportunidades para a melhor adequação da estrutura de capital e maximização do valor". A companhia havia informado ao mercado no começo deste mês que negocia com "instituições financeiras e outros interessados" para iniciativas de captação de recursos, que podem ir até R$ 2,5 bilhões.

A declaração faz parte de mais um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliário (CVM) no qual a operadora precisou voltar a responder questionamentos a respeito de notícias veiculadas na imprensa sobre eventuais negociações. Diz o documento que "a Oi reitera as informações já amplamente divulgadas pela Companhia em diversas oportunidades acerca de seu planejamento estratégico, no contexto do processo de recuperação judicial, incluindo, a título de exemplo, os Comunicados ao Mercado datados de 13 de junho, 11 de julho, 16 de agosto e 02 de setembro de 2019, as informações prestadas pela Companhia quando da divulgação dos resultados do último trimestre e o próprio Plano Estratégico, divulgado em 16 de julho de 2019."

A companhia vem sendo também centro de inúmeros rumores na mídia, citando vários interessados na operadora – mais recentemente, incluindo a emissora de TV Record, a China Mobile, a Telefônica AT&T e a fornecedora Huawei foram algumas das citadas nas especulações publicadas em grandes veículos. Ainda no domingo, 22, a fornecedora chinesa respondeu: "Huawei não tem nenhum plano ou interesse em adquirir a Oi ou qualquer outra operadora brasileira. Há mais de 20 anos no país, a empresa trabalha em parceria com todas as grandes operadoras brasileiras, fornecendo os melhores produtos e soluções para auxiliar na transformação digital do Brasil." Por sua vez, no comunicado desta segunda-feira, a Oi reiterou que "os investidores e o mercado em geral devem pautar-se tão somente pelas divulgações oficiais realizadas pela companhia".

2 COMENTÁRIOS

  1. Venderão o resto das antenas, os prédios, a participação em Angola e os data centers.

    Passará um tempo e a incapacidade de investir retornará. Aí venderão a rede fixa em São Paulo e a operação celular.

    E depois?

    O segredo de polichinelo da Oi é que sua operação fixa é inviável. Em 2025 vão anunciar o óbvio, que será tratado como uma surpresa.

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