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Pharol sente efeitos de desvalorização da Oi no primeiro semestre de 2021

Com o desempenho da Oi no mercado e a variação cambial, a Pharol, ex-Portugal Telecom, sentiu um baque no capital próprio no primeiro semestre. A companhia portuguesa divulgou nesta sexta-feira, 23, relatório financeiro referente ao período, no qual verificou uma redução de 30,5 milhões de euros em relação a dezembro, totalizando 136,9 milhões de euros de patrimônio líquido. 

A principal razão, segundo a Pharol, foi a redução da participação na Oi, que era de 110 milhões de euros em dezembro de 2020 e chegou a 80,4 milhões de euros em junho deste ano por conta da queda na cotação das ações ordinárias da brasileira. A variação positiva do real frente ao euro mitigou levemente essa redução, uma vez que “permitiu um ganho cambial de 5,3 milhões de euros”. A empresa já foi uma das maiores acionistas da operadora brasileira, e hoje detém 5,28% do capital (contra 5,37% no ano passado).

Em comunicado ao mercado, o presidente da Pharol (e membro do conselho de administração da Oi), Luís Palha da Silva, lembrou da venda de ativos da operadora brasileira, ainda que se referindo como “ativos non-core”, o que já não foi o caso da Oi Móvel e da InfraCo, mas mencionou o desempenho da operadora. “Em resultado de algumas menos boas notícias relativas ao primeiro trimestre deste ano na área operacional e na sequência de apresentação pública do guidance estratégico para os próximos anos, a cotação da Oi ressentiu-se ao longo dos primeiros meses de 2021”, destacou.

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Contudo, a “tímida revalorização do real”, que mitigou essa desvalorização da Oi no mercado de ações, teve uma outra consequência para a Pharol. Palha da Silva afirma que isso foi “um dos fatores que levou a que o valor contabilístico do crédito sobre a Rio Forte não tivesse merecido qualquer alteração, sendo certo que, por outro lado, não houve desenvolvimentos significativos nas instâncias judiciais de Portugal e Luxemburgo”. 

O executivo se refere à dívida de 897 milhões de euros da Rio Forte após o calote do Banco Espírito Santo em 2014, que foi um dos motivos que levaram o projeto de a antiga Portugal Telecom de se fundir com a Oi acabar sendo implodido. A disputa com o que veio a se tornar a Pharol (após a venda da operação da Portugal Telecom para a francesa Altice) chegou a causar alguns efeitos no processo de recuperação judicial da Oi, mas as duas empresas haviam resolvido os litígios com o pagamento de 34 milhões de euros para a portuguesa em abril de 2019

Desvalorização

Além dessa desvalorização no semestre, a Oi está enfrentando agora outro período de redução. No acumulado do ano, a empresa já apresentou redução de 47,66%. Nesta semana, as ações da companhia apresentaram forte queda depois da divulgação do guidance e estratégia da companhia até 2024. A redução foi de 22,64% nos últimos três dias na OIBR3 (ação ordinária), encerrando esta sexta-feira com cotação de R$ 1,23.

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